40% dos partos realizados na rede pública do Amapá são cesáreas

partoNa única maternidade pública do Amapá 40% das pacientes grávidas são submetidas a cesáreas para dar à luz. O índice foi pesquisado pela direção do hospital, e aponta que na maioria dos casos, o procedimento é adotado sem que haja complicação médica ou doença pré-existente que determine a cirurgia. O percentual é quase o triplo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 15%. A média nacional chega a 52% nos hospitais da rede pública e 88% na rede privada.

O Ministério da Saúde (MS) anunciou na terça-feira (14) uma orientação aos hospitais para que, através do pré-natal, incentive as mulheres a optarem pelo parto normal, método que, segundo o MS, oferece maior prevenção ao bebê, além de reduzir o tempo de recuperação da mãe.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que a cesariana aumenta em 120 vezes a chance de o bebê desenvolver algum tipo de problema respiratório, além da mãe correr o risco de perder mais sangue e ter infecções.

Acimor Coutinho, diretor da Maternidade Mãe Luzia, do Amapá, disse que a estrutura para partos no estado ainda limita o serviço de saúde no que diz respeito ao acompanhamento necessário para incentivar o cumprimento da meta para o parto normal. Segundo ele, todos os procedimentos para um parto cesárea duram cerca de três horas, enquanto o acompanhamento de um parto normal pode se prolongar por até doze horas.

“Nos últimos anos o crescimento da população foi inesperado, e hoje a maternidade não tem essa estrutura para manter todas essas mães. Mesmo assim, damos a elas todos os subsídios para que elas optem pelo procedimento natural, até a implantação da maternidade de parto normal”, falou Coutinho, referindo-se à obra da maternidade do parto natural, prevista para inaugurar em dezembro de 2014.

Com a nova maternidade, o diretor espera que a taxa de partos na forma cesariana caia para 20%. Outro fator apontado por ele para o alto índice de cesáreas em todo o país, foi uma campanha provocada nas últimas décadas pela rede privada sugerindo a cesariana como um método prático, menos dolorido e sem influência na região genital. Tudo com o objetivo de provocar adesões aos planos de saúde.

Fonte: G1

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