Abandonar tratamento dificulta combate à tuberculose, diz Semusa; 700 casos são notificados por ano em RO

Rondônia notifica, em média, uma base de 700 casos de tuberculose por ano no estado. Isso foi o que informou a Coordenação Estadual de Controle da Tuberculose. Porto Velho terminou 2018, por exemplo, com 342 novos casos da doença, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Apesar dos números, o que dificulta o combate à doença é o alto índice de pacientes que interrompem o tratamento, que é de no mínimo seis meses.

“Antigamente as pessoas morriam com tuberculose por conta da fraqueza que dava e achava que era qualquer e ficava tomando algum remédio caseiro. Remédio caseiro não trata a tuberculose. Pode tomar? Pode. Se estiver em tratamento já depois que descobriu. Mas o que não pode fazer é tomar só o medicamento caseiro”, disse Nilda Oliveira Barros, coordenadora do Programa de Tuberculose, da Semusa.

Pesquisas apontam que, entre o terceiro e o quarto mês de tratamento, a pessoa já não apresenta mais os sintomas da doença e, com isso, acaba deixando de tomar os remédios.

O Ministério da Saúde preconiza no máximo 5% de pacientes que deixam de se tratar. Porém, esse número chega a mais de 22% no estado.

“Corre o risco de se tornar um paciente droga resistente, que é aquele onde o esquema básico, que é o melhor do mundo não vai mais fazer efeito e ele também vai passar a transmitir a doença resistente para os outros. Então, é um risco para a família, é um risco para as pessoas que estão próximas. É muito preocupante”, complementou Nilda.

Com isso, em alusão ao Dia Mundial de Combate a Tuberculose, comemorado neste domingo (24), a Semusa prometeu fazer um “pit stop” na próxima segunda-feira (25) com distribuição de panfletos e orientações sobre os perigosos dessa doença, que é contagiosa, bem como a importância de se concluir o tratamento. Será em frente ao órgão, às 8h30, na Avenida 7 de Setembro.

Doença e sintomas

A tuberculose é uma doença perigosa, infetocontagiosa que pode ser fatal e que progride silenciosamente. Além disso, pode atingir vários órgãos do corpo, mais tem preferência pelo pulmão.

Quando uma pessoa infectada tosse, elimina gotículas que contêm o bacilo de koch. A transmissão é feita pelo ar. Apesar de muito antiga, a doença segue presente.

O tratamento é gratuito e esta disponível nas unidades de saúde da rede básica.

Fonte: G1

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