No Acre, servidores do Basa ainda continuam em greve

greveOs servidores do Banco da Amazônia (Basa) ainda continuam em greve no estado do Acre. Os bancários estão com as atividades paralisadas desde o dia 30 de setembro. No último dia 8, os bancos públicos e privados aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 8,5% nas verbas salariais e 9% no piso salarial e deram fim à greve.

Segundo Sérgio Galo, representante do servidores do Basa em Rio Branco, houve uma audiência de conciliação em Brasília nesta sexta-feira (17) para tentar dar fim a greve da categoria.

“A audiência foi tensa, teve início às 14h e terminou às 19h (horário de Brasília). A princípio, foram tiradas as cláusulas abusivas, foi estendido o que a Fenaban colocou na mesa para os bancos públicos e privados, que eram uma das coisas que estavam pegando. Em relação aos dias parados, ficou definido que nós vamos pagar somente 75% dos dias parados, sendo uma hora por dia no período de quatro meses”.

De acordo com o Sindicato dos Bancários do Acre (Seeb-Ac), os servidores continuam com a proposta de reajuste salarial de 12,5%. Segundo o presidente do See-AC, Edmar Batistela, o Banco da Amazônia recorreu à Justiça do Trabalho para que representantes da Fenaban entrem em acordo com a categoria. Ainda de acordo com Batistela, os servidores do Basa irão decidir pelo fim da greve em uma assembleia na segunda-feira (20).

“O Banco da Amazônia entrou judicialmente com um pedido do dissídio, para que a greve seja analisada pela Justiça do trabalho”, contou.
Batistela explica que os servidores do Basa não estão satisfeitos com a proposta da Fenaban, que segundo ele, além de não cumprir com as exigências da categoria, ainda retiraria direitos adquiridos em negociações passadas. “Não avançamos nas negociações, não houve avanço com relação ao pagamento da PLR (participação dos lucros e resultados) e o banco apresentou a proposta de retirar alguns direitos adquiridos em algumas conversões passadas”, disse.

Entenda o caso

Os bancários aderiram ao movimento nacional e interromperam os serviços no dia 30 de setembro. A categoria pedia reajuste salarial de 12,5%, aumento do piso de R$ 1.940 para R$ 2.979,25, mais reposição de perdas salariais, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas e fim de demissões sem motivos.

Fonte: G1

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