Acusado de matar adolescente com tiro na cabeça é condenado a 17 anos de prisão, em RO

martelo_justicaO Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) condenou, nesta semana, um homem de 43 anos que tem envolvimento com diversos conflitos agrários na região do Vale do Jamari. Conforme o judiciário, o acusado vai cumprir 17 anos e seis meses de prisão por assassinar uma adolescente de 16 anos com um tiro na cabeça, em uma propriedade rural da RO-140, em Ariquemes (RO), em novembro de 2014.

Conforme as investigações, o acusado chegou na fazenda em companhia do filho e outro homem e se deslocou em direção à vítima, a qual jantava com o namorado, que é irmão do réu, e um funcionário da propriedade rural.

Momentos depois, o réu e a vítima entraram em uma discussão, e adolescente então revelou que sabia da participação do homem em crimes de conflitos agrários na região.

Em meio a discussão, o réu sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo na cabeça da adolescente. Após o crime, ele fugiu do local juntamente com os comparsas e também levou o irmão.

Segundo a Justiça, o homem foi julgado através do Júri Popular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ariquemes e o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria dos votos, que o réu cometeu o crime por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e de que ele não estava sob o domínio de violenta emoção.

Na decisão o juiz fixou a pena base em 18 anos de reclusão. A quantidade foi reduzida em seis meses, devido ao réu ter confessado que efetuado o disparo de arma de fogo contra a vítima, mesmo tendo se negado que havia assassinado a adolescente.

A sentença definitiva ficou estabelecida em 17 anos e seis meses de reclusão em regime fechado.

Envolvimento em conflitos agrários

Conforme a Justiça, além do homicídio, o acusado teve ajuda de outros dois comparsas, em abril de 2016, pra atirar e torturar, mediante socos, chutes, coronhadas, três integrantes do MST. O objetivo da tortura era obter informações sobre a identificação dos líderes do acampamento sem terra.

Um dos comparsas do réu no crime foi assassinado a tiros no dia 8 de junho, enquanto trafegava em uma motocicleta pela BR-364, em Ariquemes.

Segundo a perícia técnica a vítima apresentava 11 perfurações pelo corpo e no local foram encontrados uma munição deflagrada de calibre 9 e três de calibre 380.

O trio ameaçou os sem terras caso eles não abandonassem o local. “Vocês querem guerra, vão ter guerra, mas não vai ser hoje e temos bastante bala para gastar em vocês” descreve o processo sobre o caso.

Após serem ameaçados, cerca de 300 pessoas se alojaram no Ginásio de Esportes Alberi Ferraço, em Ariquemes, no dia 5 de abril de 2016.

No mesmo dia, o réu e outros comparsas atearam fogo nos alojamentos do acampamento sem terra. Na época, o coordenador do acampamento, Claudio Pereira, relatou que os moradores souberam do incêndio por meio de fotos e vídeos nas redes sociais.

Fonte: G1

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