Alunos de aldeias de Guajará e região são selecionados para cursos técnicos

indiosprocesso seletivo do Instituto Abaitará para escolher os alunos indígenas de Guajará-Mirim (RO) e região foi finalizado nesta semana. No total, 20 jovens de várias etnias ganharam a oportunidade de concluir o ensino médio e obter uma formação técnica em Agropecuária e Agronegócio na cidade de Pimenta Bueno (RO).

Os estudantes selecionados, conforme os critérios de concorrência, viajam nesta sexta-feira (23) com a equipe técnica da instituição e iniciam o ano letivo na próxima segunda-feira (26).

A seletiva aconteceu no início deste mês e usou as notas do boletim escolar do ensino fundamental para fazer a classificação dos aprovados, sendo 12 meninos e oito meninas das aldeias Deolinda, Sotério, São João, Bom Jesus, Sagarana, Baia da Coca, Fazendinha, Pedral, Ricardo Franco, Baia das Onças, além das aldeias Barranquilha, Graças a Deus, Pantirop, São Luís, Capoeirinha e Piranha, que só começaram a participar do processo a partir deste ano.

G1 conversou com a assistente social do Centro Técnico, Telma Pinto. Ela falou sobre a importância de oferecer oportunidades a esse público específico e também do retorno dos técnicos formados para suas aldeias de origem.

“A importância é que os alunos poderão aplicar os conhecimentos adquiridos dentro da própria comunidade e possa compartilhar com os demais tudo aquilo que aprendeu tecnicamente. Analisando dessa maneira, podemos dizer que as aldeias de Guajará e região ganharão mais espaço no que diz respeito à formação superior e consequentemente no mercado de trabalho”, comentou a servidora.

Formação técnica

De acordo com o Abaitará, os indígenas terão a formação técnica e participarão de diversos outros cursos oferecidos pelo Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Inep), durante os três anos que estiverem estudando no Centro.

Além da formação profissional, os indígenas também ganham a “Bolsa Abaitará”, que é um benefício concedido pelo Governo Estadual, que corresponde a 20% do valor total do salário mínimo atual.

Todo o processo é acompanhado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que dá o suporte necessário às famílias dos alunos e ajuda na seleção dos candidatos.

Novidade para 2018

Ainda de acordo com o Abaitará, em 2018 será colocada em prática a ideia de acelerar a formação técnica dos candidatos que já concluíram o ensino médio, que em vez de ficar três anos, ficarão apenas um ano no Instituto para adquirir a formação técnica.

“Na seletiva percebemos que muitos candidatos inscritos já haviam concluído a fase do ensino médio e não achamos justo que esses alunos não tivessem uma chance de dar seguimento aos estudos. É o que chamamos de ensino subsequente, o aluno vai fazer um ano de curso técnico com as matérias que não constam na grade do ensino médio, além das aulas práticas e específicas. O tempo de formação será reduzido de três anos para um ano”, explica Telma.

Fonte: G1

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