Amazonas vai contribuir com 20% das demandas brasileiras de potássio

potassioO Amazonas contribuirá com 20% das demandas brasileiras de potássio, com o início das operações da primeira mina de silvinita, minério de onde se extrai o potássio, existente no município de Autazes, previsto para o primeiro semestre de 2018. O Estado também passará a receber investimentos em novas pesquisas na região dos municípios de Itacoatiara, Nova Olinda do Norte e Itapiranga para a delimitação de novos depósitos de potássio, tendo em vista que as reservas do Amazonas se estendem por mais de 400 km em direção aos limites com o Pará.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (25), pelo secretário de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas, Daniel Nava, durante o 47º Congresso Brasileiro de Geologia, realizado em Salvador (BA), que reuniu mais de 4,5 mil geocientistas e representantes do setor mineral do país. O secretário Daniel Nava anunciou durante o evento que o Plano Diretor Mineral e de Óleo e Gás do Estado do Amazonas 2030, deverá ser lançado pelo governo do Amazonas em novembro de 2014.

Daniel Nava também anunciou a ampliação das reservas de silvinita na região da foz dos rios Madeira e Baixo Amazonas, confirmada por relatórios de pesquisas da empresa Potássio do Brasil e comunicados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Segundo Nava, os relatórios apontam que a reserva estimada de silvinita no município de Autazes, por exemplo, totaliza mais de 700 milhões de toneladas.

Estimativa de produção anual

De acordo com o titular da Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), o empreendimento da empresa Potássio do Brasil em Autazes está na fase de desenvolvimento dos estudos ambientais e socioeconômicos para obtenção da licença de instalação. Segundo Nava, a produção da mina, quando iniciada a operação em 2018, está estimada em dois milhões de toneladas por ano.

Outro aspecto relacionado à exploração da silvinita do Amazonas, considerado de extrema competitividade pelo secretário Daniel Nava, é a logística. Segundo ele, levando em conta a posição geopolítica dos depósitos de silvinita às margens de importantes hidrovias (Madeira e Amazonas), os empreendimentos terão custos mais baratos, levando em conta tanto o consumo do minério na região do cerrado brasileiro, grande produtor de grãos e alimentos, quanto a possibilidade de atendimento do mercado dos Estados Unidos (EUA), através dos portos do Sul daquele País.

Calcário agrícola

Além de atualizar os participantes do Congresso Brasileiro de Geologia sobre o projeto Silvinita, o secretário Daniel Nava, explicou que em 2011, quando a Semgrh foi criada, o Estado do Amazonas importava 100% de calcário agrícola que consumia de outros Estados, como Ceará, Mato Grosso e Rondônia, chegando a pagar mais de R$ 450 por tonelada do produto que é usado na produção agrícola e pecuária do Estado, este último sendo usado na recuperação de pastos e correção de pH em tanques de piscicultura.

Entretanto, Daniel Nava afirmou que, a partir da identificação de reservas do calcário agrícola, rico em magnésio, na mina do Jatapu, no município de Urucará, estimada em 1,7 milhões de toneladas e da implantação da primeira usina de beneficiamento do minério, no município de Manacapuru, na região metropolitana de Manaus, em 2014, os produtores amazonenses já podem comprar o insumo mineral com um valor 70% mais barato, por R$ 155 a tonelada.

Fonte: Jornal do Commercio

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