Ao contrário de Porto Velho, prefeitura de Ouro Preto monta barreira contra covid e mostra como cuidar da população

OURO PRETO DO OESTE – Ao contrário do que acontece em Porto Velho, onde a Prefeitura não dá a mínima para as aglomerações em filas de banco, a não disponibilização de álcool gel por essas instituições e nem faz o controle sanitário no terminal rodoviário ou nos portos, o município de Ouro Preto do Oeste é o que apresenta o melhor resultado em abordagem de barreira sanitária nas rodoviárias rondonienses, que serve para identificar passageiros de outras cidades e estados, nos últimos 2 meses agentes comunitárias de saúde já notificaram 19.927 pessoas na rodoviária dos Três Coqueiros e do Bairro União.

De acordo com gráfico fornecido pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), nem Porto Velho – com a maior população do estado, muito menos Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná e Vilhena, as maiores e mais populosas cidades do interior se aproximam dos números de Ouro Preto do Oeste.

A prefeitura através da Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), já abordou, notificou e monitorou 19.227 pessoas nos meses de abril e maio. Os viajantes são identificados, monitoradas, e a Secretaria Municipal de Saúde tem o controle de quem de fato entra na cidade.

Com um notebook interligado ao sistema do Comitê de enfrentamento a Covid-19, as agentes de saúde fazem a triagem do viajante com um aparelho de termografia para medir a temperatura corporal da pessoa, e certificar de que ele não está com febre. Até em aeroportos, a Semsau alcançou 46 pessoas que vieram de outros estados e países, e tinha como destino a cidade de Ouro Preto do Oeste.

A barreira sanitária realizada em Porto Velho, proporcionalmente, é a pior, ineficiente e insuficiente diante do risco que a população tem quando recebe visitantes, e o número de pessoas monitoradas na rodoviária justifica a explosão de casos na capital do estado. Nos últimos 2 meses, a saúde pública de Porto Velho abordou 5.579 viajantes na rodoviária.

Nas maiores cidades do interior, Ariquemes abordou apenas 1.788 pessoas na rodoviária; a saúde pública de Ji-Paraná abordou 9.354; em Cacoal foram 3.160 abordagens na rodoviária; na rodoviária de Vilhena foram notificadas apenas 3.779 viajantes e em Jaru, apenas 961 viajantes foram abordados na rodoviária em 2 meses.

O prefeito Vagno Gonçalves Barros, o “Vagno Panisoly” (MDB), destaca que esse trabalho é fundamental para o município manter controlado o índice de infecção por coronavírus. “Nós hoje temos 32 casos confirmados, mais da metade estão curados, e a doença entrou na cidade por um viajante que veio do estado de Espírito Santo, depois um caminhoneiro chegou em casa e contaminou a mulher e o filho”, relatou o prefeito, sobre os primeiros casos que a cidade registrou.

“A partir de agora, nós estamos em um momento complicado, de transmissão comunitária, que depende da consciência da população que deve usar máscaras e manter o distanciamento”, concluiu Panisoly, alertando mais uma vez a população.

Cristiano Ramos Pereira, gestor da Secretaria Municipal de Saúde, explicou que a barreira sanitária é fundamental para ter o controle de quantas pessoas chegam de outros estados e municípios. “Nosso pessoal entra dentro dos ônibus e orientam os passageiros a ter os cuidados necessários e se oferecem para auxiliar em caso de necessidade”, salientou.

O trabalho da barreira sanitária realizado na rodoviária de Ouro Preto do Oeste só perde para a barreira na BR-364, em Vilhena, na fiscalização de fronteira com o estado de Mato Grosso, portal de entrada para Rondônia por onde passam caminhões, ônibus e veículos, que abordou 75.557 pessoas.

Fonte: Correio Central

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