No AP, delegado diz que ‘violência contra os animais é caso de polícia’

delegadoO delegado Sávio Pinto, titular da Delegacia de Meio Ambiente (Dema), disse que a violência contra animais é configurada como ‘caso de polícia’. A declaração foi dada nesta quinta-feira (11) durante uma reunião realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá (OAB/AP) com órgãos públicos e entidades voltados à defesa dos animais.

Segundo o titular da Dema, foram apurados na delegacia em 2014, quatro casos de violências envolvendo animais domésticos. Apesar do número ter sido maior em relação a 2013, o delegado afirma que o número de denúncias feitas pela população é considerado baixo.

“A violência aos animais é caso de polícia. Tivemos esses quatro casos registrados que ganharam repercussão na imprensa e nas redes sociais, mas isso pode não se refletir na realidade. Não se sabe se as pessoas têm conhecimento que maus-tratos e qualquer tipo de violência são configuradas como crime ambiental”, explicou.

O evento foi realizado pela OAB/AP e reuniu a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Batalhão Ambiental, a divisão de zoonoses da Prefeitura de Macapá, além de ONGs que trabalham com resgate, tratamento e adoção de animais.

Segundo o representante comissão especial de defesa e proteção dos animais da OAB-AP, Renato Munhoz, o encontro foi planejado após a repercussão destes casos e de denúncias que foram recebidas na OAB. Ele explicou que desde então, a comissão iniciou um ciclo de debates com os órgãos de defesas para propor políticas públicas para o problema.

“Nossa realidade é alarmante. Não há políticas efetivas para a proteção dos animais. Hoje as ONGs são as instituições que estão à frente nesse trabalho e resgatam animais em situação de risco, vítimas de acidentes e de violência. Esse trabalho ocorre de forma individual através de mobilizações na internet e o que a gente percebe é que não há iniciativa do poder público nessas ações”, alegou.

A representante da ONG Anjos Protetores, Flávia Lima, disse que é necessário que o poder público atue de forma mais intensiva na punição aos agressores e que sejam pensadas medidas para reduzir a população de animais que vivem nas ruas.

“A gente está tentando amenizar esse problema com as ações que nós realizamos, mas sabemos que ainda preciso ser feito mais coisas principalmente para solucionar o problema dos animais abandonados, pois se não forem cuidados, representam um problema de saúde pública”, disse.

A chefe da divisão de zoonoses de Macapá, Anaíde de Azevedo, informou que a Prefeitura de Macapá tem realizado uma série de ações para resolver o caso. Além do trabalho de vacinação contra a raiva em animais na Zona Rural e Urbana da capital, está previsto a ampliação do Canil Municipal, localizado no distrito da Fazendinha.

“Hoje a estrutura do prédio não permite que façamos um trabalho de qualidade com os animais que estão abrigados no canil. A partir da ampliação vamos fazer o trabalho nas ruas para resgatar esses cães abandonados e posteriormente disponibilizá-los para adoção”, concluiu.

Fonte: G1

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