Após críticas, gestor da Arena da Amazônia cogita trocar gramado do estádio

gramadoO segundo jogo na Arena da Amazônia pós-Copa teve a vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre o Corinthians. Tão comentado quanto o triunfo do time carioca foi o mau estado do gramado, que já havia sofrido críticas na Copa do Mundo. A condição da grama forçou paralisações da partida e até mesmo uma improvisação de jardineiro por parte de um jogador do Botafogo, que tentou tapar uma ‘cratera’ que abriu no gramado. O resultado é que, apenas sete meses após ser inaugurado, o estádio manauara já pode ter o seu gramado inteiramente trocado.

A cena aconteceu quando o volante Rodrigo Souto, do Botafogo, tentou tapar um buraco que abriu no gramado com as próprias mãos. A torcida amazonense percebeu a atitude e aplaudiu o jogador. Após o fim do jogo, integrantes da comissão técnica do Botafogo entraram em campo para fotografar as falhas do gramado. O goleiro Helton Leite, do time botafoguense, também criticou o gramado do estádio nas entrevistas pós-jogo.

Procurado pela reportagem do Portal Amazônia, o gestor da Arena, Aly Almeida, contrariou a opinião pública e rebateu as críticas. “A firma que cuida do gramado da Arena [Greenleaf] é a melhor do Brasil e foi a que cuidou de várias arenas da Copa. Eu tive todo o cuidado de recontratar essa firma depois da Copa para ninguém dizer que a gente dispensou o padrão Fifa. No início do jogo eu achei que o gramado tava bom, inclusive eu ouvi muitos elogios, mas depois os jogadores maltrataram com carrinhos”.

Muitos culparam o mau estado do gramado da Arena por conta da quantidade de shows realizados no estádio – o último deles foi o show gospel ‘Louvarei’, no dia 12 de setembro -, mas Almeida também nega ser esse o motivo. “Os shows não são feitos no gramado, mas sim no easy floor. O gramado fica embaixo do easy floor, é diferente. Uma vez eu vi o Maracanã receber um evento religioso e no outro dia um jogo de futebol. Por que lá pode e aqui não?”, questionou.
Troca do gramado

O gestor, entretanto, admite que o gramado da Arena da Amazônia pode ser inteiramente trocado em breve. “Nós fizemos um levantamento de quanto a gente gastaria pra trocar o gramado da Arena da Amazônia por um que aguente mais a nossa temperatura. O custo é na faixa de R$ 300 mil. Mas o problema não é o dinheiro, é o tempo. Nós precisaríamos de 60 a 90 dias sem uso nenhum do estádio pra isso”.

Prevendo as críticas com relação a troca de um gramado que tem apenas sete meses de uso, Almeida colocou a culpa na imprensa por ‘vilanizar’ a situação. “Se eu deixar o gramado do jeito que está, a imprensa vai criticar a grama. Se eu mandar trocar, a imprensa vai reclamar por causa do tempo de uso. A imprensa vilaniza a situação, mas seria ridículo se eu sentasse e não fizesse nada. Entre receber crítica e fazer o melhor pra Manaus, eu prefiro fazer o melhor pra Manaus”, disparou.

A empresa responsável pelo plantio do gramado da Arena da Amazônia é a Greenleaf. A grama é da espécie Bermuda 419, que tem certificação pela Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, e supostamente é a ideal para o clima quente da região amazônica e resistente a pisoteio. Entretanto, o próprio Aly Almeida reconheceu falhas no ‘moderno’ plantio.

“Eu acho que esse tipo de grama não é o tipo pra você ter constância com ela. É uma opinião minha. Uma ideia que nós temos é fazer uma mistura, como foi feito no Beira-Rio. Misturar uma grama mais rústica, como a da Colina e do Coroado, com essa da Greenleaf. O nosso clima não é fácil e acho que essa grama [da Greenleaf] não é a apropriada para a nossa temperatura”.

Fonte: Portal Amazônia

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