Após denúncia de compra de votos, governador do Amazonas fala sobre perseguição

governador-amMANAUS – O governador do Amazonas, José Melo (PROS), foi reeleito no 2º turno com 869.992 votos, diferença de 147.527 votos contra o seu opositor o candidato Eduardo Braga (PMDB), atual ministro de Minas e Energia, que teve 696.465 votos, registrados pelo TRE-AM, na apuração dos votos válidos da eleição realizada em 2014.

Para evitar que aconteça uma eleição em terceiro turno no Amazonas e também em resposta às denúncias de compra de votos que beneficiaria a eleição do candidato do PROS, exibidas no domingo (8) durante o programa ‘Fantástico – O Show da Vida’, da Rede Globo, Melo disse que vai agir de acordo com o rigor da Lei, para coibir qualquer tentativa de se ganhar uma eleição de forma escusa desleal pelo seu opositor. “Eu vou agir de forma muita dura contra esse posicionamento de querer ganhar uma eleição na marra, a qualquer custo levando uma eleição para um terceiro turno quando nós precisamos governar, precisamos atender os ribeirinhos, atender aqueles que precisam”, garante.

A denúncia apresentada no Fantástico envolve a empresária Nair Queiroz Blair. Segundo a reportagem, Nair, teria utilizado esquema para recrutar eleitores que supostamente votaram no candidato à reeleição e atual governador do Estado do Amazonas, professor José Melo. Entre recibos apresentados estão quitação de festas de formaturas que aconteceram em Manaus, pagamento de óculos e reforma de um túmulo em um cemitério da capital amazonense. O irmão do governador, Evandro Melo, teria dado o dinheiro para efetuar os supostos pagamentos.

Nair Blair é ré na ação penal número 2332.2014.604.0002 que está tramitando na 2ª Zona Eleitoral, no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em Manaus. A ação apura a compra de votos e está sendo analisada pela juíza Cláudia Monteiro Pereira Batista. Também foram citados como réus, Moisés Barros e Karine Cristiana da Costa Brito.

Melo não se calou e rebateu as denúncias, durante entrevista coletiva que aconteceu na manhã de segunda-feira (9). O governador foi veemente quando disse que levar uma eleição para o 3º turno de forma não muito ética, usando de subterfúgios, irá prejudicar diretamente a população amazonense e a economia do Estado que mais cresce no país, estando em 5º lugar no PIB brasileiro (Produto Interno Bruto). “Muitas armações foram feitas durante as eleições. Quem me garante que essa também não foi mais uma armação?”, indagou.

O governador relembrou a ocorrência durante às eleições de outubro do ano passado, que afetou a Segurança Pública na capital amazonense. “Quem não se lembra daquela armação da kombi paga pela coligação do meu adversário, cheia de ladrões que a polícia prendeu, e que tem um inquérito aí! Com a kombi alugada e os bandidos pagos para assaltar a cidade de Manaus para criar um clima de insegurança na cidade, quem não se lembra dessa armação?”, recapitulou.

Melo ratificou que irá buscar na lei sua defesa sem que os amazonenses saiam prejudicados com a possibilidade de haver um 3º turno no Estado. “Meu governo se reserva ao direito de apurar com rigor essa questão relacionada com o contrato da compra e eu já instruí meu advogado que ele possa fazer a minha defesa”, frisou o governador reeleito, ainda se referindo à matéria veiculada no Fantástico do último domingo (8).

Nota do Prefeito

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, defendeu a legitimidade do resultado das eleições de 2014 que definiram José Melo como governador do Estado. Arthur relembrou do caso semelhante em que ele se viu vítima de manipulação de votos encabeçada pelo então senador Eduardo Braga, durante às eleições para o Senado em 2010, quando a candidata à época, Vanessa Grazziotin, venceu o pleito. “O quer está acontecendo é uma total armação em relação a esse cenário do terceiro turno. E digo que o cartão de crédito é a prova clara que ele (Eduardo Braga) coordenou a fraude contra mim”, afirmou.

Em carta de apoio ao governador Jose Melo, o presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto, relata que o Amazonas protagonizou uma das eleições para governador mais acirradas dos últimos 20 anos. Segundo a carta este foi um pleito em que prevaleceu a legítima expressão da vontade do povo. As urnas refletiram a real intenção do eleitor amazonense e daqueles que fazem do Amazonas a sua morada. “De forma autêntica e sincera, 869.992 eleitores reconduziram o governador José Melo ao posto de chefe maior do Poder Executivo Estadual, confirmando sua liderança junto à maioria da população amazonense”.

Ainda segundo o presidente da CMM, passados cinco meses, forças políticas literalmente derrotadas por uma avalanche de votos nas eleições de 2014, tentam, agora, de forma desesperadora, macular a legitimidade da soberania popular. “Como eleitor amazonense, vereador e presidente da executiva estadual do PHS (Partido Humanista da Solidariedade), considero absolutamente inaceitável e repudio veementemente as tentativas de interferir de forma ilegítima no resultado final do pleito de 2014, contrariando o lastro eleitoral que emergiu das urnas”, ratificou.

Barreto encerrou afirmando que acredita na força da lei e reitera seu apoio ao governador José Melo. ”Confio na sobriedade dos agentes fiscalizadores e na conduta irrevogável do governador José Melo a quem apoiei e cuja trajetória política sempre esteve pautada nos princípios da ética e da moral”, finalizou.

Fonte: Jornal do Commercio

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