Após estudo, minério de ferro deve ser usado em massa asfáltica no AC

rochaApós os testes em amostras que confirmaram a existência de propriedades de minério de ferro, fosfato e sílica numa formação rochosa localizada em uma área particular no interior do Acre, o proprietário do local, Fábio Medeiros, de 41 anos, aguarda um estudo de cubagem para uma possível extração do material. O pecuarista pretende utilizar o minério na composição de uma massa asfáltica ou como pedra triturada.

Medeiros explica que já iniciou algumas articulações com universidades federais do país para a realização da cubagem e outras análises no local. Ele diz que foram demarcados em torno de 2 mil hectares de terra para a realização dos estudos.

“O Serviço Geológico do Brasil [CPRM] analisou a área e ainda vai emitir um relatório. Está faltando ainda o estudo de cubagem, que é a quantidade desse material disponível para extração. É preciso saber a espessura da rocha embaixo da terra. É o próximo passo. Existe bastante rocha aflorada, mas ainda não fizemos toda a medição”, afirma.

O pecuarista diz que o terreno também deve ser estudado pela Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), para analisar as propriedades do material e a viabilidade econômica. Contudo, Medeiros diz estar esperançoso. “É possível fazer uma massa asfáltica ou usar a pedra triturada para a manutenção de ramais. Tenho esperança que isso, futuramente, contribua para desenvolver o estado, porque a gente sabe da carência”, comenta.

A propriedade foi adquirida pelo pai do pecuarista em 1986 e ele conta que já sabia da existência da grande quantidade de rochas, mas por morar em São Paulo, não sabia que o material era raro no Acre. Segundo ele, já foram encontradas rochas semelhantes também em outras áreas na região do Alto Acre.

“Já faz tempo que a gente tem conhecimento e eu não sabia a extensão. Estou nessa pesquisa desde 2011 e, no total, seriam uns 2 mil hectares de rocha na região do Alto Acre, o que a gente não sabe é a profundidade”, fala.

Entenda o caso

Foi durante um estudo em uma área de pastagem, localizada entre os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, que a geóloga Solange Moraes encontrou uma formação rochosa diferente do que, segundo ela, existe no Acre. Uma amostra foi enviada a São Paulo para análise e foi confirmado que os teores de fosfato, muito utilizado na agricultura, e minério de ferro eram elevados. Além disso, também havia sílica.

Fonte: G1

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