Após seis dias, servidores municipais da saúde encerram greve em Guajará

fim greveA greve dos servidores municipais da saúde que havia iniciado na última semana, chegou ao fim na terça-feira (17), em Guajará-Mirim (RO), cidade localizada a aproximadamente 330 quilômetros de Porto Velho. A paralisação foi parcialmente encerrada após seis dias de impasse, depois de um acordo entre o representante da categoria, o prefeito Dúlcio Mendes e a secretária municipal de saúde, Sâmia Melgar.

Os servidores apresentaram uma pauta com 19 reivindicações, mas alegaram que as três principais eram melhores condições de trabalho, pagamento do salário até o quinta dia útil e a volta da pediatria para o Hospital Regional, já que atualmente o serviço está sendo ofertado no Hospital Bom Pastor, através de um convênio da prefeitura com a unidade hospitalar.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde de Guajará-Mirim (Sinsag), Francisco Tobias, os servidores deram um prazo de 20 dias para as reivindicações serem atendidas pela prefeitura. O Sinsag representa servidores da saúde, educação e administração e atualmente tem 762 filiados no município.

“Aproximadamente 60% dos nossos servidores aderiram a paralisação. Durante a negociação das pautas, diversos processos foram apresentados em relação a melhoria das condições de trabalho. As partes entraram em comum acordo e eles apresentaram os processos existentes. Levantamos o nosso manifesto e estamos acompanhando todos os processos”, declarou o líder sindical.

Procurada pelo G1, a secretária municipal de saúde, Sâmia Melgar, disse que foi informada da paralisação através de um documento enviado pelo Sinsag e que os atendimentos estão sendo realizados normalmente nos postos de saúde e no Hospital Regional Perpétuo Socorro.

“No dia que recebi o comunicado da paralisação, o pagamento deles já havia sido depositado. De fato houve um diálogo e apresentamos algumas situações, onde acabamos chegamos num acordo com o sindicato. O expediente está sendo cumprido em todos os setores e não há nenhuma paralisação no momento. O direito de greve é constitucional, mas algumas regras devem ser cumpridas”, comentou Sâmia.

Fonte: G1
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