Associação de advogados nega intenção de ‘furar fila’ para obter vacina da Covid em Rondônia

Acusação contra a CAARO repercutiu na internet depois que um ofício solicitou a doação de 5 mil doses da vacina à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Caixa de Assistência dos Advogados de Rondônia (CAARO) negou, nesta terça-feira (12), que tenha tentado “furar fila” para conseguir a vacina da Covid-19 e beneficiar a advocacia do estado. A acusação contra a entidade repercutiu na internet depois que um ofício da CAARO, enviado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), solicitou a doação de ao menos 5 mil doses da vacina de Oxford.

De acordo com a CAARO, braço assistencial da OAB Rondônia, o documento em questão teria sido mandado para a Fiocruz no mês de dezembro de 2020, quando não havia nenhum plano de vacinação no país.

Por causa disso, a Caixa de Assistência dos Advogados afirma ter manifestado “interesse em adquirir ou, caso não fosse comercializado, a doação de vacinas de institutos brasileiros que, em parceria com laboratórios estrangeiros, à época ainda intencionavam produzir a vacina”.

“Em nenhum momento desejamos ou planejamos ter a mínima intenção em retirar vacinas do sistema público ou mesmo ‘furar filas’ para beneficiar a advocacia e seus integrantes, até porque estamos buscando adquirir vacinas, seja de laboratórios internos, seja de laboratórios estrangeiros e, o ato vacinal se dará por nossa responsabilidade e custo, não utilizando nenhuma estrutura pública”, afirma a CAARO.

A entidade diz ainda que o objetivo do seu trabalho é cuidar dos advogados e advogadas de Rondônia, e isso já é feito há mais de oito anos, inclusive com a vacinação anual e em prevenção da gripe H1N1.

O ofício enviado pela CAARO para obter a vacina da Covid-19 foi negado pela Fiocruz. A fundação, fabricante da vacina de Oxford, alegou não ter autonomia nem para dedicar parte da produção à imunização de seus servidores e colaboradores.

Mesmo com a negativa da Fiocruz, a Caixa de Assistência dos Advogados diz que vai tentar obter a vacina contra o coronavírus.

“Esclarecemos que a advocacia rondoniense pode ficar segura que a CAARO está buscando meios de adquirir as vacinas que possam prevenir a doença e, assim que conseguirmos, iremos sim disponibilizar a todos os nossos colegas inscritos os quais, ao nosso ver, laboram em área de extremo risco, à exemplo de presídios e hospitais, onde podem tanto se contaminar como também levar contaminação a pessoas que se encontram confinadas e com baixa imunidade”, afirma o comunicado.

Vacina de Oxford

A vacina de Oxford ainda não está disponível no país. Na última sexta-feira (8), a Fiocruz entregou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial da vacina, que é desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. O pedido vale para 2 milhões de doses, que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia. Caso receba a autorização da Anvisa, o imunizante deve ser comprado pelo Ministério da Saúde e as doses distribuídas para estados e municípios, de forma pública.

Fonte: G1

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