Ativista Sharron McPherson viaja da África a Rondônia para palestrar sobre a importância das conexões humanas

palestraApós 34 horas de viagem de Joanesburgo, na África do Sul, a Rondônia, a ativista Sharron McPherson palestrou sobre tecnologias no continente africano na primeira noite da Campus Party Rondônia (CPRO).

A ativista é diretora fundadora do maior grupo de investimento em infraestrutura para mulheres na África, beneficiando atualmente mais de 3 mil pequenas empresas que pertencem a mulheres. Ela comanda um centro de tecnologia em Joanesburgo, onde mora há 20 anos.

Antes de começar a palestra “Fronteiras Emergentes: Como a África está liderando o mundo o em 5 áreas de tecnologias avançadas”, Sharron prometeu que na próxima vez no Brasil estará fluente em português. Enquanto isso, a maioria do público acompanhou nos fones de ouvido a tradução simultânea.

Na palestra, McPherson comentou que durante o dia passeou por Porto Velho e encontrou realidades parecidas com a da juventude dela, no palco ela lembrou que quase não foi à universidade porque seus pais não tinham dinheiro para pagar.

“Hoje, depois de tudo que conquistei, me sinto muito feliz em poder falar pra vocês que temos o poder e mudar nosso ambiente e nossas comunidades”, disse.

Ao G1, a palestrante explicou que três coisas lhe chamaram atenção durante a visita a Rondônia: as belezas naturais, a alegria dos moradores e as zonas de pobreza.

“Vocês têm uma fauna e flora riquíssimas, o calor humano é contagiante, todos muito sorridentes, mas a pobreza também é uma realidade”, comentou.

Outro ponto abordado por Sharron foi à importância das relações humanas. Ela disse ao público que as pontes servem para interligar locais distantes, e aconselhou que durante os cinco dias de Campus Party, os participantes também criem conexões reais.

“As pontes servem para nos fazer conhecer uns aos outros, elas conectam as coisas. Pessoas interessadas em tecnologia precisam saber como criar conexões entre homens e mulheres, negros e brancos, ricos e pobres. Tecnologia não é só o que fazemos no computador, a máquina mais sofisticada do planeta é nosso cérebro. Vamos construir pontes entre os seus cérebros e o meu”, afirmou.

O acadêmico Antônio Marcos Oliveira, de 20 anos, conheceu o trabalho de Sharron McPherson durante a CPRO. No final da noite ele encarou a fila para agradecer pela palestra.

“Aqui eu fiz amizades novas, conversei com muitas pessoas, reencontrei amigos que não via há muito tempo, e isso se encaixa justamente no que a Sharron falou, são pontes. Algumas que estavam quebradas e se reconectaram e pontes que foram construídas agora”, compartilhou Antônio.

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