Autodidata, professor de RO investe em site e fica conhecido na Internet

professorO professor de inglês Denilso de Lima era apenas um “adolescente sonhador que queria aprender inglês na década de 90 em Rondônia”, como ele autodefiniu. Obstinado, decidiu aprender o idioma por conta própria por meio de livros, já que o curso de inglês no estado era difícil e caro. A proeza se transformou em trabalho e atualmente ele consegue ser dono do próprio negócio, obter retorno financeiro e reconhecimento nacional após investir em um site com dicas de aprimoramento para quem está aprendendo inglês.

A trajetória iniciou em 91. Com cursos extremamente caros e raros, ele se apegou a livros de escola e material doado para aprender o idioma sozinho. Depois investiu em fitas cassetes para aprimorar a pronúncia e começou a dar aulas voluntárias em 95 até conseguir um emprego de professor de inglês em uma escola.

O desemprego chegou em 2003 e o professor ocupou a mente publicando o primeiro livro com dicas de inglês. Dois anos depois, Denilso teve de fazer um blog exclusivamente para a divulgação do material publicado. Mas Denilso preferiu continuar com o projeto.

Foi uma espécie de vingança do bem. Quando ele iniciou na década de 90, os livros didáticos costumavam ter uma mensagem ao final que dizia para que os estudantes mandassem uma carta caso houvesse dúvidas. “Estou esperando a resposta até hoje. Mas isso me ajudou porque eu prometi que se algum dia eu chegasse ao nível daqueles autores e alguém pedisse ajuda, eu iria ajudar”, explica.

Atualmente o site tem mais de 2 mil dicas gratuitas que vão de gramática e vocabulário a dicas de como aprender inglês e materiais didáticos. Também há material em plataformas como instagram e youtube. O site chega a quase 2 milhões de visitas por mês e quase 19 mil inscritos no canal de Youtube. Ele ainda tem residência fixa em Porto Velhox e comenta que muita gente se assusta quando ele diz que mora em Rondônia.

Apesar de ter aposentado as aulas de inglês em escolas, o professor também dá treinamento e presta consultoria e isso funciona como complemento de renda do site. O trabalho é dividido com mais duas pessoas: a esposa e um funcionário. “Às vezes pensam que, por eu trabalhar em casa, não faço nada. Posso me dar ao luxo de acordar tarde, mas quando levanto tenho cerca de 500 e-mails para responder, escrever dicas, elaborar roteiro. É trabalhoso”, diz.

O professor não estima quanto fatura com o projeto, mas garante que ganha mais do que se trabalhasse exclusivamente como professor. “O lucro financeiro obtido é a recompensa de um trabalho feito com prazer e dedicação e a satisfação de colaborar com algo útil à sociedade”, disse.

Em relação a aprender o idioma sozinho ou com auxílio de um cursinho ou professor particular, Denilso defende as duas ideias. O diferencial é lembrar que é necessário estudar. “Defendo as duas ideias. Sozinho todo mundo vai aprender, mas depende do seu perfil e do que você quer. Você pode entrar na escola X, mas o seu aprendizado vai depender do seu esforço. Você tem que fazer sua parte”.

Fonte: G1
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