Autoridades se reúnem para discutir problemas da Saúde em Roraima

saud-rrO Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) se reuniu nesta segunda-feira (24) com representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Ministério Público de Roraima (MPRR), Ministério Público de Contas (MPC), Tribunal de Contas do Estado (TCE), equipe de transição do governo, diretores de unidades públicas de saúde e o governo do estado para tratar do desabastecimento de materiais nas unidades de saúde. A reunião foi marcada após serem constatadas irregularidades em dois hospitais de Boa Vista.

Na semana passada, o CRM fez vistorias no Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazaré e Hospital Geral de Roraima. A inspeção foi feita após um documento enviado pelos médicos da maternidade relatar diversos problemas enfrentados pelas unidades, como a falta de medicamentos básicos e a falta de alguns materiais necessários para procedimentos de rotina.

O atual governo e a futura administração, que assume em janeiro de 2015, se comprometeram a trabalhar unidos em prol da continuidade do abastecimento das principais unidades de saúde de Roraima.

“A tentativa dessa reunião é chamar os órgãos de controle para verificar a questão do abastecimento e não haver descontinuidade dos principais serviços”, frisou um dos membros da equipe de transição, Álvaro Fortes.

Após a reunião, foi feito um documento que firma a parceria entre o governo e a equipe de transição, para que o problema da falta de insumos seja resolvido o mais rápido possível. Algumas das deliberações deverão ser executadas já nos próximos dias, como explicou o presidente do CRM-RR, Alexandre Marques.

“Nós estamos elaborando um documento onde colocamos algumas deliberações que devem ser acatadas nos próximos dias, inclusive com a equipe de transição participando ativamente do processo, para que os materiais médico-hospitalares sejam adquiridos o mais rápido possível. Com isso, esperamos que a gente possa, efetivamente, retomar os procedimentos eletivos de pacientes externos”, ressaltou.

Estado de emergência

Em maio deste ano, o governador do estado, Chico Rodrigues (PSB), decretou estado de emergência na área da saúde pública. O decreto foi motivado por dívidas da Sesau aos fornecedores, identificada pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração (Cofa). O atraso impediria o abastecimento das unidades hospitalares de Roraima. O decreto teria a validade de 180 dias, devendo se encerrar no final de novembro.

No inicio do mês, as cirurgias eletivas do HGR foram suspensas por falta do kit sorológico, que é usado para análise laboratorial do sangue para HIV, hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas e malária. Duas semanas depois, o CRM-RR suspendeu as cirurgias eletivas da maternidade por falta de equipamentos.

Fonte: G1

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