Bocha adaptada ganha cada vez mais força entre paratletas amapaenses

bochaA bocha é um esporte praticado principalmente por idosos, mas foi adaptado no ano de 1995 no Brasil para pessoas que apresentam grau severo de comprometimento motor e/ou múltiplo. No Amapá, a modalidade ainda é considerada nova, mas a cada dia cria mais adeptos e faz a alegria de um grupo de jovens. No dia 22 de novembro acontecerá o primeiro torneio de bocha adaptada no estado.

Para Emerson Sousa, de 15 anos, Isaac Vilhena e Natália Conrado, ambos de 17 anos, os dias de sábado viraram sinônimo de alento e muito treino na Associação dos Escoteiros do Amapá, na orla do Araxá. Marlon Gomes, presidente da Associação Amapaense de Esporte para Pessoas com Deficiências Físicas (AAEPED) explica que a finalidade principal do jogo é a mesma da bocha convencional, ou seja, encostar ou aproximar o maior número de bolas na bola branca, o alvo. A diferença é o uso de calhas e de uma pessoa para auxiliar nos arremessos.

A bocha é uma atividade esportiva importante para as pessoas com deficiência, além de melhorar a coordenação e a atenção. Natália Conrado conta que conheceu a modalidade no hospital e de cara se apaixonou. A amapaense se emociona ao dizer que está no caminho certo de realizar o sonho de ser uma paratleta profissional da modalidade e viajar mundo a fora para representar o Amapá, estado que ela ama de coração.

– Eu sonho em ter a chance de competir no bocha em outros estados representando o Amapá. Acredito que estou bem perto do meu objetivo – disse Natália.

O sorridente Emerson Sousa, de 15 anos, pratica o esporte há cinco anos, sendo o mais experiente da turminha e já participou de competições nacionais. O jovem paratleta conta que também conheceu a bocha no hospital. Para ele o sábado é sempre de felicidade quando joga com os amigos.
– Para mim o sábado muda quando treino com os meus amigos. Gosto muito do esporte e fico feliz quando estou competindo – disse Emerson Sousa.

Já o mais novo da turminha é o Isaac Vilhena, o único que não precisa da ajuda da calha, por ter apenas paralisação motora. O amapaense diz que praticou outros esporte adaptados como o vôlei e o futebol, mas conta que foi na bocha que se sentiu bem.

– Eu pratiquei outros esportes, mas não consegui me identificar com eles, já no bocha fluiu naturalmente. Eu também tenho o sonho de competir pelo esporte, espero um dia conseguir – disse o amapaense.

Segundo a AAEPED, há sete paratletas que praticam bocha no Amapá. Para Marlon Gomes, o esporte está crescendo no estado e para promovê-lo a associação está planejando para o dia 22 de novembro o primeiro campeonato de bocha adaptada. Ainda será definido as inscrições e o local da competição.

– O esporte vem em um ritmo crescente no estado, então precisamos divulgá-lo. Acredito que a competição irá chamar a atenção de muitos jovens que tem paralisia cerebral ou motora para conhecer o esporte – finalizou Marlon.

Fonte: G1

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