Brasileiros conhecem lançamentos de máquinas agrícolas nos EUA

maquinasOs últimos lançamentos em máquinas agrícolas dos Estados Unidos ainda não estão disponíveis no nosso mercado, mas muitos brasileiros que visitaram a Farm Progress Show, maior feira de agronegócio norte-americana, puderam ver de perto as diferenças entre os equipamentos de lá e os daqui. A terceira reportagem da série especial produzida nos Estados Unidos mostra que os expositores se preparam para receber visitantes de outros países.

Empresários de Goiás e Minas Gerais viajaram muitos quilômetros para conhecer as novidades, apresentadas na cidade de Boone, no Estado de Iowa, que é o líder nacional na produção de soja e milho dos Estados Unidos. Nelson Merola Jr. vende máquinas agrícolas no Brasil e diz que é cada vez menor o tempo que uma novidade internacional leva pra chegar no mercado brasileiro.

– Demorava até dez anos para chegar uma máquina no Brasil. Hoje, é quase simultâneo. Tem equipamento que é lançado aqui (nos Estados Unidos) e simultaneamente lançado e fabricado no Brasil já – garantiu Merola Jr, dono de uma concessionária John Deere.

A máquina mais cara é também a mais nova, um pulverizador lançado no mês de julho, que custa US$ 485 mil, o equivalente a mais de R$ 1 milhão. O equipamento ainda não chegou ao brasil.

São tantas máquinas, uma maior que a outra, entre elas a maior colhedora do mundo, também indisponível para o mercado brasileiro por enquanto. O equipamento colhe 100 toneladas por hora e o tanque graneleiro tem capacidade de 14,5 mil litros. Luzes na cabine facilitam a colheita durante a noite. Mas apesar do investimento que as empresas fazem para lançar equipamentos de grande porte, as vendas destes produtos estão em queda nos Estados Unidos.

– O mercado, em geral na área de colheitadeiras, tem declinado de uns 10% a 15%. Na área de tratores acima de cem cavalos, está caindo talvez 5%. Agora, os tratores pequenos estão aumentando uns 20% a 25% – informou o vice-presidente da New Holland América do Norte, Abe Hughes.

A queda no mercado de máquinas agrícolas reflete a diminuição dos preços de commodities, como soja e milho. Com menos renda, o produtor fica mais cauteloso. Mas isto não é problema em uma feira em que ninguém fecha negócio, ao contrário do que acontece no Brasil, na maior feira norte-americana não há comercialização.

– Eu imagino que falo com pessoas de dez ou 15 países. Geralmente, são da América do Sul. As vezes, são da Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Europa – contou o gerente de vendas Steve Mawson.

Muitos brasileiros visitam a feira, o grupo que o Canal Rural acompanhou tinha produtores de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo. Todos os visitantes foram recepcionados por um monitor que também é brasileiro, trazido pela empresa para poder ajudar os brasileiros.

– É incrível ver a quantidade de brasileiros que vem. Ano após ano, a procura é muito grande. Isso mostra que a gente está bastante interessado em vir para os Estados Unidos, aprender um pouco das coisas aqui e levar para o Brasil – disse o gerente de Agronomia da Pioneer, Fabrício Bona Passini.

Os brasileiros percebem diferença nos produtos, em comparação com os que são vendidos no Brasil.

– O acabamento, as coisas… Parece que é mais completo. Aqui parece que tem mais qualidade, mais tecnologia, mais cuidado no fazer – relata o produtor Juarez Moraes Billig.

Dos Estados Unidos, os brasileiros trazem conhecimento e a certeza de que o mercado agrícola é cada vez mais global. Por isso, vale a pena o esforço para ver de perto as novas tecnologias.

– Se você produz um alimento que roda o mundo, porque você não vai ver uma máquina que tem no mundo inteiro também? Eu acho que com certeza, e como vale a pena – afirma Luís Marino Hernandes, produtor do Brasil.

Fonte: Notícia Geral

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