Cacoal: Ex-gerente de loja abre abre ateliê aos 40 anos

atelieO amor pela música e o espírito empreendedor levaram um comerciante bem sucedido a largar tudo e dedicar-se ao que realmente o faz feliz. Aos 40 anos de idade, Marcos Brandão resolveu deixar a gerência da loja da família e abrir seu ateliê de instrumentos de percussão.

“Eu sempre gostei de música e em uma viagem ao Paraná conheci por acaso o cajon. Me apaixonei pelo som característico, pesquisei mais sobre o assunto na internet e desenvolvi o meu”, contou o empreendedor.

Mesmo com intensão de logo iniciar seu projeto, Marcos conta que precisou planejar a sua saída da empresa, treinando outras pessoas para assumir suas funções. “Paralelamente, dividia meu tempo, nas horas que eu não estava na loja meu projeto caminhava”, explicou.

À medida que as primeiras peças foram fabricadas e seu trabalho foi tomando proporção e o que antes era apenas uma brincadeira virou negócio, tendo como seus primeiros clientes os amigos.

“Como sempre tive afinidade com a madeira comecei a fabricar na área de casa, sempre conciliando minha atividade na loja com a fabricação, mas depois de seis anos e percebendo uma grande oportunidade resolvi transformar essa paixão em profissão”, disse emocionado Marcos.

“Tenho a honra de poder aos 40 anos falar que faço o que amo e me sustento com isso, certamente muitos não têm essa oportunidade”, enfatizou o visionário empreendedor.

O ateliê, que funciona no fundo da sua residência, atende igrejas e grupos musicais em Rondônia, mas devido ao sucesso, atualmente seu negócio – que trabalha sob encomenda – alcançou compradores nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A marca agora pretende ampliar o espaço, mas mantendo as principais características, a exclusividade e retorno com os clientes.

“Faço questão de manter esse contato direto com o consumidor, o que pra mim é essencial para eu desenvolver o projeto com a característica de cada um”, concluiu.
O cajón, aumentativo da palavra caja que significa caixa em espanhol, é um instrumento de percussão relativamente novo no mercado. Segundo historiadores, suas origens provém do Peru colonial, onde os escravos africanos separados de seus instrumentos de percussão pelos feitores da época, utilizaram-se de caixas de madeira e gavetas para tocarem seus ritmos.

Variando entre R$ 150 a R$ 600, hoje a fábrica cacoalense produz de forma artesanal em média 30 cajons por mês, além de outros instrumentos de percussão

Fonte: Diário da Amazônia

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