Canteiros de via em RO serão tirados para construção de estacionamentos

canteiroO aumento na frota de veículos em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, tem gerado transtornos quanto à falta de vagas para estacionar no principal centro comercial da cidade, a avenida Major Amarante. Para tentar resolver o problema, a prefeitura decidiu retirar pelo menos três canteiros centrais da via. A decisão divide opiniões entre moradores.

De acordo com a Secretaria de Planejamento, a equipe da pasta está fazendo um levantamento de quais canteiros serão retirados totalmente da avenida para dar lugar a estacionamento. A expectativa é de que o projeto fique pronto em no máximo 30 dias. Segundo a secretaria, o município está fazendo um estudo para ver quantos canteiros e árvores precisarão ser retiradas da avenida.

A notícia sobre a retirada dos canteiros da avenida repercutiu entre os moradores da cidade. Para o ajudante de serviços gerais Dione Ferreira, de 26 anos, a substituição por estacionamento vai deixar a cidade feia. “O verde da cidade vai sumir com isso. Ficará feia a região. Eu não concordo com o projeto”, afirma.

Já quem trabalha diretamente na avenida Major Amarante aprovou a ideia de retirada dos canteiros, como é o caso do mototaxista Luiz Carlo. “Vai ficar melhor para nós, pois às vezes não conseguimos vagas para estacionar, então isso vai desafogar as laterais um pouco, pois existem muitas motos”, ressalta o trabalhador.

De acordo com Luiz, nos fins de semana quando sai de carro a dificuldade para encontrar uma vaga é ainda maior.
De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO), dos quase 50 mil veículos emplacados até dezembro de 2014 em Vilhena, mais de 20 mil deles são motocicletas e motonetas.

A Associação Comercial de Vilhena (Aciv) acredita que o trabalho trará benefícios para os comerciantes, que há cerca de dois anos, reclamam da falta de estacionamento na Major Amarante. “É uma boa alternativa retirar os canteiros, pois propiciará aos clientes maior espaço para poder estacionar seu veículo”, afirma Josemário Secco, presidente da entidade.

Fonte: G1

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