Carteiros comemoram 353 anos de atividade postal

Dia do carteiroNo dia 25 de janeiro é comemorado o dia do Carteiro em todo o País, e este ano completam 353 anos da atividade postal no Brasil. A data resgata a memória histórica da profissão que mesmo sendo muito antiga está cada vez mais presente no mundo de hoje. Em Porto Velho são entregues diariamente 80 mil correspondências, através de 3 Centros de Distribuição Domiciliar (CDD) que atendem toda a cidade. Os correios na capital contam com 394 carteiros, sendo 93% deles do sexo masculino e 7% do sexo feminino, para realizarem todas as entregas. Em todo o Estado, os Correios entregaram 40 milhões de objetos durante o ano de 2015.

A direção dos Correios em Porto Velho vai passar em todos os CDDs na segunda-feira (25) para parabenizar cada um dos carteiros pelo importante papel que desempenham “sem eles não existiria os Correios, o carteiro é o símbolo dos Correios, 50% do nosso efetivo são carteiros”, ressaltou José Carlos Fosqueira, diretor-regional dos Correios. A figura do carteiro é de extrema importância para a sociedade “cada residência diariamente recebe um carteiro, muitas pessoas adotam o carteiro como seu”, analisou o diretor.

Atualmente o carteiro mais antigo da capital possui 37 anos de profissão. Francisco Augusto Reis, começou a trabalhar nos Correios em 1978 “quando eu entrei foi como serviços gerais, passei dois anos trabalhando na secretaria com o diretor, e depois fiz concurso para mensageiro e fui entregar telegrama de bicicleta na rua”, disse ele. Além de muita experiência e tempo de casa, Francisco também é um funcionário muito dedicado “pra mim é muito gratificante, e eu agradeço a Deus. Eu faço porque eu gosto, nunca saí do setor que estou, o Sedex, estou aposentado mas ainda estou trabalhando”, afirmou.

O carteiro ainda relatou casos vividos durante sua jornada no trabalho “quando eu trabalhava de moto ia passando pela rua […] tinha um portão aberto de uma casa, saiu uma cachorra do nada e veio para me pegar eu bati de pé, porque usava bota, e ela mordeu e ficou debaixo da bota”, disse Francisco.

Internet aumentou demanda 

A internet, ao contrário do que muitas pessoas pensam, aumentou o serviço dos Correios, “hoje as pessoas para fazer compra não saem mais de casa, então todo dia chega muita coisa comprada de internet. Aumentou muito o trabalho da gente, no final de ano quase não dão conta, normalmente precisam da ajuda de outros setores”, disse Reis.

O diretor-regional ratificou esta informação de que o movimento dos Correios com o advento da tecnologia não diminuiu, “mandam marketing direto e contas diversas. Mas mesmo assim, a gente ainda encontra bastante correspondência de cartas[…] as pessoas de mais idade ainda usam”, afirmou Fosqueira.

Em média um carteiro na cidade, que entrega as correspondências a pé, anda cerca de 4 quilômetros por dia, explicou o carteiro Roberto Amazonas Tolentino. Ele tem 27 anos de profissão, executando a mesma função, e ressaltou que durante este tempo muita coisa está diferente, “quando entrei aqui não tinha esta estrutura, cadeira não tinha encosto, era um banquinho redondo, tinha ventilador, hoje tem ar-condicionado”, disse.

O crescimento da cidade também mudou a logística das entregas feita pelos carteiros “aqui era o único CDD, o carteiro saía de bicicleta e ia para o Jardim Eldorado, pro Tancredo Neves, era difícil naquele tempo. Hoje em dia melhorou porque tem 3 centros, a cidade cresceu, e ainda precisa criar mais”, analisou Roberto.

Segundo ele o serviço antigamente era mais valorizado pela sociedade “andar neste sol quente, não é fácil, o pessoal na rua valoriza muito nosso serviço, antigamente, quando a gente entrava numa loja, ele parava para atender a gente hoje isso não está mais acontecendo”, concluiu.

Mulheres representam 7% do efetivo na capital

Mesmo estando em menor número as mulheres também já ingressaram nesta carreira “é importante a participação feminina, elas tornam o ambiente melhor, trabalham igual os homens e estão disputando em igualdade de condições, dão conta do mesmo jeito”, comunicou Fosqueira. Joicilene da Cruz Lopes é a carteira mais recente no trabalho. Para ela se acostumar com a rotina da profissão, aconteceu de forma rápida, “quando você conhece os Correios pelo lado de fora é uma coisa, quando você está aqui dentro você tem que ter pique”, declarou.

A dinâmica para que a correspondência chegue até o destino final deve ser feita com bastante atenção, “primeiro a gente separa por distrito, cada carteiro tem um distrito, o distrito é a área que ele entrega, separamos um total, depois cada um separa sua parte e ordena na ordem para entrega”, esclareceu Joicilene. A carteira utiliza a bicicleta para levar as correspondências, “demora uns 20 minutos para chegar no distrito, eu me identifiquei com o trabalho, dá pra fazer boas amizades […] as mulheres só podem levar no máximo 8 kg”, concluiu.

Fonte: Diário da Amazônia

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