Chuva na Bolívia deixa Porto Velho em estado de alerta

rio-madeiraAs águas do rio Madeira começam a subir e a expectativa de uma nova enchente, de grandes proporções, deixa os organismos de segurança em Estado de alerta. Mas, para o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), tudo ainda está dentro da normalidade, considerando o período de cheia.

As informações do órgão de proteção dão conta que o volume de água que se apresenta está relacionado às chuvas que caíram no final do mês de novembro último e início desse mês na cabeceira do rio Beni (Bolívia). Elas estariam influenciando a alteração de perfil do rio Madeira. O maior impacto é sentido entre Abunã e Porto Velho (RO). Segundo a coordenadora Operacional do Sipam, Ana Cristina Strava, o Madeira está acima da média para o período de cheia, mas dentro da normalidade.

As chuvas fortes na Bolívia ocorreram entre os dias 27 de novembro último e o dia três (03) desse mês. Como o impacto no rio Madeira é sentido até após dez dias, o nível subiu e deve continuar oscilando entre a média e a máxima históricas para esse período. Ana Strava explica ainda que estamos no período de chuvas na região e que a subida do rio é esperada.

A cota do rio Madeira registrada pela CPRM, ontem, é de 9,72 metros. “A boa notícia é que o rio Beni é rápido, sobe e desce rapidamente. Se não ocorrerem novos episódios de chuvas, a previsão é de continuar dentro da normalidade”. Outros rios que impactam o Madeira são o Mamoré e o Guaporé, que no momento não apresentam elevação anormal, tanto que em Guajará-Mirim as águas do rio estão na média. (Sipam).

CALAMIDADE

No início do ano, o nível do Madeira registrou cota de 19,60 metros e fez o Ministério da Integração Nacional decretar estado de calamidade pública. Mais de 2 mil famílias ficaram desabrigadas somente em Porto Velho.

Fonte: Diário da Amazônia

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