Com maior acervo do estado, Museu da Memória Rondoniense enfrenta problemas estruturais

O Museu da Memória Rondoniense, que funciona desde setembro de 2015 nas instalações do antigo Palácio Getúlio Vargas, em Porto Velho, enfrenta problemas estruturais. O local reúne o maior acervo do estado. As dificuldades para aprovar uma licitação para adaptação estrutural do prédio têm contribuído para a degradação do espaço, que registra a história do estado.

Em meio a fósseis, rochas, artefatos e obras de arte, os visitantes se deparam com banheiro interditado, extintores vencidos, falta de acessibilidade e de iluminação em algumas salas.

O ambiente de exposição das obras da artista plástica Rita Queiroz está sem energia e com problemas no piso, mesmo assim, segundo visitantes, a arte resiste em meio a penumbra e falta de refrigeração do local.

Em outra sala, está a obra mais antiga do museu. Feita na década de 50, pelo artista plástico Afonso Ligório, a pintura Ostensório fica a alguns metros de uma das portas que pegou fogo, e não foi substituída.

Também é possível observar que poucos quadros estão com molduras, os elevadores estão em manutenção desde a entrega do prédio, e as portas são mantidas fechadas por bancos.

Segundo Ednair Nascimento, diretora do museu, o local recebeu na última semana de agosto cerca de 120 visitantes. O museu reúne peças históricas, documentais e de artes.

O acervo geológico está sob a tutela do estado há cerca de 20 anos. Em maio, o museu chegou a receber mais de 80 fósseis de cerca de 45 mil anos. Mesmo com a representação histórica do prédio, a estrutura do local é apontada como uma das propulsoras para a necessidade de uma rápida reestruturação.

“É necessária a construção de um projeto de museologia. Esse plano museológico, prevê todas as condições de segurança, luminosidade, manuseio, uso, empréstimos, todas as políticas de dentro de um museu. Esse é o projeto mais importante que precisamos ter”, explica a diretora.

De acordo com funcionários do museu, uma verba é destinada para a manutenção do local, mas por questões burocráticas, o dinheiro não teria sido repassado.

“Fazemos a solicitação para o uso desse recurso, mas quem faz a administração financeira é a Fundação [Cultural de Rondônia]”, explicou o funcionário.

A Fundação Cultural de Rondônia (Funcer), responsável pelo gerenciamento do museu, foi questionada sobre a adaptação do prédio em estrutura museológica, e os problemas encontrados durante a visita ao local. A pasta confirmou que foi realizada uma licitação, mas nenhuma empresa se interessou, por isso foi aberto outro processo licitatório que está em andamento.

Ainda de acordo com a fundação, uma empresa de limpeza foi implantada para zelar do local. Os objetos que estão deteriorados são reparados pelos servidores do museu, com aptidão técnicas para as áreas de museologia, artes plásticas, paleontologia e áreas afim.

Fonte: G1

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