Com normalização de combustível nos postos, autônomos voltam à rotina de trabalho em RO

trabalhoCom bloqueios desfeitos ao longo da BR-364 e na Estrada do Belmont, desde a última sexta-feira (25), o Sindicato do Comércio Varejista de Derivado do Petróleo de Rondônia (Sindipetro-RO) afirma que, praticamente, todos os postos de combustíveis de Porto Velho estão abastecidos com combustível.

Um dos postos recebeu 15 mil litros de gasolina na tarde do último domingo (27) e já não registrava um movimento tão intenso no fim da tarde desta segunda-feira (28). Segundo o empresário, a gasolina “deu uma fôlego aos profissionais que dependem diretamente da gasolina para ganhar a vida”.

Um destes trabalhadores é o mototaxista Vilson Araújo, de 41 anos. Ele voltou ao trabalho após quase uma semana parado.

No entanto, o mototaxista afirma que, mesmo após a gasolina ter retornado as bombas dos postos, ele acabou pagando um pouco mais. “Cheguei a pagar R$ 4,48 por litro nessa segunda-feira (28)”, afirma o mototaxista.

Ele acrescenta que não estava acreditando muito na hipótese de faltar combustível e que isso comprometeu o faturamento da família durante a última semana.

“Meu trabalho é a única fonte de renda da minha família. Para não ficarem ainda mais no prejuízo tive amigos que abasteceram suas motos com álcool 96 para continuarem trabalhando”, lembra Vilson.

trabalho1Mesmo com reflexos negativos, o mototaxista afirma que apoia a causa dos caminhoneiros. “Sei que todos nós sentimos os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, mas se não os apoiarmos, eles perderão força e, consequentemente, não teremos melhora no preço dos combustíveis, dificultando nosso trabalho”, afirma o mototaxista.

Pensamento semelhante é o do taxita Francisco Sales, de 50 anos, que resolveu estocar gasolina no último domingo antes do início da greve (20). “Procurei repor mais combustível na quinta-feira (24), mas não encontrei mais”, lembra o taxista.

Também como única renda de sua família, Francisco afirma que os gastos com gasolina chega a comprometer quase metade de seu lucro. “Se lucro R$ 100 gasto metade com combustível”, afirma Francisco.

Feirante em crise

trabalho2Se com mototaxistas e taxistas fica difícil mensurar o drama, para alguns feirantes de Porto Velho isso é visível.

Com poucas unidades de mandiocas e algumas palmas de bananas, o feirante Teófilo Menezes, de 76 anos, afirma que o caminhão com produtos frescos não estaciona em frente ao seu local de trabalho há quase uma semana. A balança que pesa os produtos já está empoeirada por não ter utilidade nos últimos dias.

“É a primeira vez em minha vida profissional que não tenho produtos para vender. Apesar disso, apoio a causa dos caminhoneiros”, afirma o feirante.

Não muito distante do local de trabalho de Teófilo, encontra-se uma exceção em Porto Velho: um açougue bem abastecido de carne.

Segundo um dos açougueiros a greve dos caminhoneiros não influenciou na oferta de carne vermelha no estabelecimento. O modesto açougue chegou a ajudar um dos maiores supermercados de Porto Velho.

“O patrão, temendo a paralisação, resolveu pegar carne a mais para vender na última semana. Chegamos a ajudar uma das maiores redes de supermercado da capital com carne. Isso nunca aconteceu”, afirma o açougueiro Domingos Paes.

Fonte: G1

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