Combate ao Aedes é intensificado com inseticida em ruas de Ji-Paraná

ubvO combate ao vírus da dengue será intensificado com o uso do veneno Ultra Baixo Volume (UBV) pesado em Ji-Paraná, cidade situada a cerca de 370 quilômetros de Porto Velho, a partir desta semana. O veneno será pulverizado sempre no início da manhã ou no fim da tarde em locais onde há suspeita de pessoas infectadas com o vírus transmitido pelo Aedes. Os trabalhos devem continuar até o mês de março.

O produto tem um sistema aerossol e substitui o antigo fumacê. De acordo com o responsável pelo programa de UBV, Valdir Madruga, esta arma contra o vírus só será utilizada nos locais onde já há suspeitas de doenças transmitidas pelo mosquito. “Através de uma indicação da equipe de epidemiologia de onde houve caso de suspeita de dengue é que vamos àquele local para matar o mosquito transmissor e impedir que contamine outras pessoas”, explica.

Os carros devem passar às 6h ou às 18h em uma circunferência de 300 metros da casa da pessoa que tiver contraído a doença. “Estes horários são mais propícios pois há menos correntes de ar, assim, o veneno fica mais tempo”, justifica Valdir.

A equipe de combate explica que para melhor efeito, os moradores devem abrir suas casas para que o veneno também mate os mosquitos que estejam escondidos lá.

O inseticida age por cerca de 2h horas, mas o mosquito só morrerá, pelo menos, 24 horas depois do contato com o veneno. “Às vezes, pela demora do mosquito morrer, as pessoas acham o veneno não prestou. Mas, ele demora mesmo. É que colocamos uma quantidade que não oferece riscos à saúde humana. O mosquito vai morrendo aos poucos”, afirma Madruga.

Mesmo que o UBV seja considerado uma grande arma contra o mosquito, Madruga afirma que a principal arma contra o mosquito é a manutenção feita pelos moradores. “Este veneno não mata apenas os mosquitos, mas também outros insetos como abelhas e formigas, que são importantes no meio ambiente. Além disso, ele também não elimina o criadouro, só mata os mosquitos adultos. A ajuda da população é o que pode mesmo acabar com a proliferação do mosquito da dengue”, acredita.

Fonte: G1
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