Corpo de Bombeiros inicia perícia em armazém que incendiou em Macapá

incendioUma equipe do Corpo de Bombeiros iniciou nesta segunda-feira (20) a perícia no armazém que incendiou no dia 12 de outubro, no bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá. O procedimento é para investigar as causas do sinistro, e o resultado deverá sair em 30 dias. O trabalho de rescaldo foi finalizado pela corporação no sábado (18). Alguns funcionários do estabelecimento ajudam na remoção do entulho retirado do prédio e deixado em vias e calçadas, interditando alguns acessos.

Segundo o tenente Roberto Neri, do Corpo de Bombeiros, apesar de os focos de incêndio terem sido controlados, a estrutura do prédio foi totalmente comprometida e há risco de desabamento, caso o imóvel seja reutilizado.

“O teto do estabelecimento foi o primeiro local a ser destruído pelo fogo, que também fragilizou os demais compartimentos. A partir do resultado da perícia, o espaço será liberado ao proprietário. Devido as condições físicas do prédio, o mais certo é que a estrutura seja demolida para evitar um novo acidente”, disse o tenente.

O incêndio

Segundo o Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), o fogo iniciou por volta de 5h50 do dia 12 de outubro. Oito viaturas do Corpo de Bombeiros que atuam na capital e no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, foram acionadas para o local. O fogo foi controlado em duas horas, mas, no fim da noite, as chamas voltaram a surgir no local e o trabalho de combate ao incêndio foi retomado.

Por seis dias, 30 bombeiros se revezaram para realizar o resfriamento do material queimado. As avenidas Felipe Camarão e 13 de Setembro chegaram a ser interditadas pela Polícia Militar (PM) no perímetro das ruas Santos Dummont e Barão de Mauá, em razão da grande quantidade de entulho que foi retirada do local. O tráfego de veículos nas vias foi liberado neste sábado (18).

Moradores e comerciantes reclamaram que tiveram transtornos com a grande quantidade de fumaça que saía do armazém. Uma escola próxima ao estabelecimento suspendeu as aulas porque a fumaça havia tomado as salas de aulas e oferecia risco à saúde dos estudantes.

Durante o período em que o estabelecimento ficou interditado, populares entraram no imóvel para pegar produtos de limpeza, como sabão em pó e enlatados queimados, embora o consumo não fosse recomendado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, há suspeitas de que o fogo tenha iniciado no escritório do armazém, porém, ainda não é possível apontar as causas do incêndio. A Polícia Civil também iniciou investigações para identificar as causas do acidente.

Fonte: G1

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