Corpo de estudante morta ao sair de cursinho é levado para Rondônia

NathaliaO corpo da estudante Nathália Araújo Zucatelli, de 18 anos, morta com um tiro após sair de um cursinho pré-vestibular, em Goiânia, embarcou em um avião na noite desta terça-feira (23) para Rondônia, terra-natal da vítima e onde ele será enterrado. A Polícia Civil investiga o caso.

O pai da garota, o contador Oswaldo Zucatelli, que esteve na capital goiana e para liberar o corpo da filha e se emocinou quando chegou ao IML, também viajou para o estado, mas em um voo diferente. Antes da decolagem, ele relatou a tristeza pelo que ocorreu. “Não é fácil, não sei nem o que falar. Aconteceu uma calamidade”, disse ao G1.

O voo com o caixão da jovem fará uma escala em Brasília antes de pousar em Porto Velho. De lá, segue no carro funerário um percurso de 375 km até Ji-Paraná, onde será velado. Em seguida, percorre mais 120 km até Alvorada do Oeste, onde será sepultado, provavelmente na quinta-feira (25).
Nathália morava em Ji-Paraná, mas havia se mudado para Goiânia há três semanas para estudar. Ela foi morta com um tiro, por volta das 21h30 de segunda-feira (22), a cerca de uma quadra do Colégio Protágoras, onde fazia um cursinho pré-vestibular. Segundo a Polícia Civil, ela foi abordada por duas pessoas que estavam em uma motocicleta. Os criminosos levaram um celular dela.

A Polícia Civil informou que Nathália foi baleada na altura do ombro esquerdo. O médico legista responsável pelo exame cadavérico explicou que a bala atravessou os dois pulmões e alojou na axila direita. Ainda segundo o exame, ela morreu por hemorragia.

Comoção

Nesta tarde, duas amigas da estudante foram até o local do crime e acenderam velas. Aos prantos e em silêncio, elas prestaram uma homenagem à jovem. Nas redes sociais, eles postaram inúmeras homenagens para a garota e lamentaram o crime.

Amiga de Nathália, Vitória Costa do Nascimento, de 19 anos, confirma que a estudante estava muito contente e que se sentia segura na capital. “As meninas que moravam no mesmo condomínio que ela e estudavam no cursinho disseram que o caminho para casa era muito seguro, que elas sempre iam embora à noite, andando, que era tranquilo. Ela não se preocupava com isso [risco de ser assaltada]”, disse Vitória.

Vitória também é de Rondônia, mas se mudou há um ano para a casa da tia, em Goiânia. Ela morava em Porto Velho e conheceu Nathália há três anos porque jogavam no mesmo time de futsal.

“Era uma menina supertranquila, super do bem, muito organizada, centrada, não gostava de sair porque queria estudar. Até para vir aqui em casa no final de semana era difícil convencer, tinha que buscar e levar”, relata.

Crime

O diretor do Colégio Protágoras, Marcos Antônio de Souza Araújo, informou que a aula de Nathália terminou às 17h40 de segunda-feira. No entanto, ela continuou na biblioteca da escola para estudar, de onde saiu por volta das 21h30.

Uma idosa, que prefere não ser identificada, conta que viu quando a jovem foi abordada por duas pessoas em uma motocicleta. “Quando eu olhei, ela vinha baleada já. Ela veio andando baleada e caiu. Aí eu cheguei na hora. Era um casal numa moto preta, e eles passaram por mim”, relata a testemunha.

Policiais relataram que os criminosos levaram um celular da vítima. Por isso, o crime se configura como latrocínio – roubo seguido de morte.

A investigação é conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Até a publicação desta reportagem, os autores do crime não tinham sido identificados.

O pai acredita que os criminosos ficarão impunes. “Com essa lei sem vergonha, não tem como esperar nada. A Nathália está presa para sempre. Agora, o cara que fez isso com ela, se for preso, poucos dias depois já estará solto de novo”, lamentou.

A direção do Protágoras está em contato com familiares de Nathália. “O colégio está dando apoio à família e às investigações da Polícia Civil. Esperamos que o caso seja elucidado o mais breve possível”, declarou o diretor.

Fonte: G1

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