Defesa Civil do AP diz que é preciso apoio nacional contra chikungunya

dengueO secretário executivo da Defesa Civil no Amapá, tenente coronel Alexandre Veríssimo, afirmou que é preciso apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil para combater a epidemia de febre chikungunya que atinge o município de Oiapoque, distante 590 quilômetros de Macapá. Oito militares do órgão estadual de segurança estão auxiliando nos serviços de combate ao vírus junto com o Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Saúde. Já são 15 casos internos confirmados da doença e 315 suspeitas no município localizado ao Norte do Amapá.

“Oiapoque é um município pobre que está tendo muita dificuldade de dar resposta à população sobre essa situação. Temos um único hospital que tem apenas 12 leitos e que não oferece o recurso necessário para a identificação da doença. O número de casos confirmados pelos órgãos de saúde não reflete a realidade que estamos vivendo aqui”, disse.

Veríssimo afirma que a fragilidade da fronteira com a Guiana Francesa permite que haja cada vez mais registros da doença, mesmo com as ações locais de combate ao vírus. No país que faz divisa com o município já são mais de dois mil casos confirmados e pelo menos quatro mortes causadas pelo vírus.

Outro fato que prejudica o combate ao chikungunya no extremo Norte do Amapá, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é o exame de confirmação, feito pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, no Pará. As amostras de sangue são enviadas pelo Laboratório de Fronteira (Lafron) do município e o resultado chega ao estado através do Laboratório Central do Amapá (Lacen), em Macapá, num prazo de 7 a 15 dias.

De acordo com o secretário de saúde, Oscar Moraes, os resultados dos exames estão demorando até 20 dias para chegar em Oiapoque. Ele afirma que a demora está dificultando o tratamento dos pacientes.

“O IEC é o único que realiza esse procedimento na região Norte do país e também está recebendo a demanda de casos que vêm da Bahia, onde a doença está mais alastrada. A consequência é que o órgão está sobrecarregado porque está atendendo a vários estados e isso gera a demora para recebermos a resposta aqui”, destacou o secretário.

Moraes informou que a prefeitura chegou a solicitar que técnicos do instituto fossem a Oiapoque para que o procedimento fosse feito no município, mas, segundo ele, não houve resposta do governo do Amapá em relação ao pedido.

Uma nova alternativa pensada pelo município é pedir apoio aos órgãos de saúde da Guiana Francesa para a realização dos exames. Os guianenses, segundo Moraes, possuem um sistema de identificação rápida da doença. O resultado pode sair em até 4 horas, mas para o procedimento ser feito na cidade é necessária autorização do Ministério da Saúde.

“Estamos entrando em contato com as autoridades francesas para saber a possibilidade de realização do procedimento aqui em nosso município. Se a resposta for positiva, com certeza nos ajudará a diagnosticar em menor tempo esses pacientes”, concluiu.

Fonte: G1

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