Em 3 dias, suspeitas de chikungunya em Oiapoque vão de 26 para 129

sintomasA quantidade de casos suspeitos de febre chikungunya no município de Oiapoque, distante 590 quilômetros de Macapá, aumentou de 26 para 129 nos últimos três dias, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Os pacientes foram notificados e tiveram material coletado e enviado para o Instituto Evandro Chagas, no Pará. Até o momento, dois casos internos foram confirmados e os demais aguardam resultado de exames. A prefeitura de Oiapoque já estuda a possibilidade de decretar estado de emergência, caso haja novo aumento em grande escala no número de suspeitas.

O titular da secretaria de Saúde, Oscar Moraes, disse que a população está em alerta com o aumento de casos suspeitos. Segundo ele, em todos os casos, os pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, que são dores de cabeça, náuseas, vômito, dores no corpo e nas articulações.

“Só vamos saber se estamos, de fato, passando por um surto a partir da confirmação de exames. Alguns resultados já deveriam ter chegado, mas o IEC [Instituto Evandro Chagas] está recebendo a nossa demanda e de cidades da Bahia onde também existem centenas de casos suspeitos”, explicou. O instituto paraense é o único que realiza os exames na região Norte.

Representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Saúde), Corpo de Bombeiros e Defesa Civil se reuniram na quarta-feira (24) em Oiapoque, para tratar do trabalho de monitoramento realizado pelas equipes de enfermagem e de endemias na cidade.

De acordo com o secretário de Saúde do município, ficou definido que técnicos do IEC vão a Oiapoque no fim de setembro, para realizar os exames que atestam o contágio do vírus, na própria cidade, através do Laboratório de Fronteira (Lafron). A medida diminuirá o tempo de espera pelo exame de dez para três dias, afirmou Oscar.

Na capital amapaense, há 12 casos suspeitos da doença. A divisão epidemiológica municipal intensifica as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre e da dengue. Os agentes realizam controle lavartório, aplicação de inseticida (fumacê) e visitam casas para informar aos moradores sobre os cuidados que se deve ter para previnir a doença.

A ação iniciou em bairros da Zona Sul de Macapá por onde passou a segunda vítima da doença no estado, um homem de 59 anos, que esteve na cidade. Outros cinco bairros estão programados para receber o plano de combate.

Até agosto de 2014, dois casos importados da doença haviam sido confirmados no Amapá. Nos dois registros, os pacientes vieram com os sintomas da Guiana Francesa e Guadalupe, países onde moram.

Os primeiros casos internos da doença no país foram registrados no dia 16 de setembro, pelo Ministério da Saúde, no município de Oiapoque, no extremo-norte do Amapá, pela fronteira com a Guiana Francesa, país onde já foram registrados mais de dois mil casos. Outros 14 registros ocorreram na Bahia.

A doença
O vírus chikungunya foi identificado pela primeira vez entre 1952 e 1953, durante uma epidemia na Tanzânia. Mas casos parecidos com essa infecção – com febres e dores nas articulações – já haviam sido relatados em 1770. O agente transmissor é o mosquito Aedes aegypti, mesmo causador da dengue, e aedes albopictus.

Quais são os sintomas?

Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Tem tratamento?

Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.

Fonte: G1

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