Estoque de soja cresceu mais de 45%

sojaO estoque de soja no País cresceu 47,2% ao fim do primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa de estoques divulgada pelo IBGE. O estoque de milho aumentou 56%, enquanto o de trigo subiu 55,2%. O volume estocado de arroz teve expansão de 29,4% no período de um ano, e o de café teve elevação de 7,3%. “A safra recorde impulsionou o aumento dos estoques. Todos os produtos tiveram aumento no período. A gente localizou muito trigo importado também. A gente acredita que seja importado porque localizamos no Norte do País, não tem como saber de onde é o produto”, contou Adriana Araújo, supervisora da Pesquisa de Estoques na Coordenação de Agropecuária do IBGE. Os estoques de soja representaram o maior volume estocado, com 34,9 milhões de toneladas.

Em segundo lugar figurou o milho, com 13,0 milhões de toneladas, seguido por arroz (4,9 milhões), trigo (2,4 milhões) e café (898,4 mil toneladas). Os cinco produtos representaram 95,5% do volume de grãos estocado entre todos os monitorados pela pesquisa. O IBGE lembrou que, em junho, a safra de soja se encontrava praticamente toda colhida, com produção recorde estimada em 115,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 19,5% em relação ao ano anterior, favorecida pelas condições climáticas desde o plantio até a colheita. Os silos predominaram em termos de capacidade útil armazenável, com 79,2 milhões de toneladas no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 2,5% em relação ao segundo semestre de 2016. Os armazéns graneleiros e granelizados atingiram 63 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, o equivalente a uma queda de 1,9%. Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 25,8 milhões de toneladas, uma diminuição de 2,6% em relação ao segundo semestre de 2016.

Erva daninha ameaça a lavoura de soja no Brasil

Os esforços para conter o avanço de ervas daninhas resistentes a herbicidas podem elevar bastante – em alguns casos, mais que triplicar – o custo de produção de soja no Brasil. Estudo realizado pela Embrapa estima aumentos de 42% a 222% por hectare, resultado do uso maior de químicos no solo e da queda de produtividade que plantas indesejadas acarretam. Isto porque, segundo a pesquisa, o uso contínuo e prolongado de herbicidas do mesmo grupo químico propiciou uma seleção natural de espécies que ganharam tolerância às aplicações.

O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de países com o maior número de casos de plantas daninhas resistentes – existem hoje 20,1 milhões de hectares com plantas tolerantes a herbicidas no sistema de produção de soja, em todas as regiões do País. O estudo mostra que plantios de milho, trigo e arroz também são afetados.

 

Fonte: Assessoria

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