Estudante ingressa em universidade da Rússia

estudanteA possibilidade de estudar em uma universidade na Rússia se tornou realidade para o estudante André Luiz Travassos, de 18 anos, de Ariquemes, Rondônia. A resposta positiva veio há duas semanas e o estudante ainda espera ansioso por uma data definida pela Aliança Russa. “Fiz a inscrição sem esperar muito, pois eram somente cinco vagas, mas semana retrasada recebi uma ligação da representante da Aliança Russa confirmando as informações a respeito de meu histórico. Passei por uma série de entrevistas, com minha mãe e meu pai, e fui aceito na universidade”, contou André Travassos.

Após uma conversa com um amigo da Universidade de Brasília (UNB), que assina um jornal russo, A Gazeta Russa, o qual publicou uma nota de rodapé sobre vagas para alunos brasileiros para a Universidade Estatal de Moscou, André decidiu inscrever-se, mesmo sendo apenas cinco vagas. “Eram apenas cinco vagas para a área de Humanas, o Ministério da Educação tem um convênio com a Rússia, eu achava impossível por serem poucas vagas para o Brasil todo, mas apliquei assim mesmo”, explicou André Travassos.

Durante o ano que cursou o terceiro ano do Ensino Médio, na Noruega, André contou que fez uma viagem chamada de “Mochilão”, com sua mãe Dr. Polyana Vargas, pela Europa, e eles puderam conhecer melhor a Rússia. “Sempre gostei da Rússia, a literatura, sua língua, seus costumes, comunismo e tudo mais – quero que fique bem claro que não sou comunista, risos – e passamos em frente à Universidade Estatal de Moscou, mas nunca havia imaginado que estudaria lá”, lembrou André Travassos.

André faz parte da Ong AFS (American Field Service) é uma organização intercultural voluntária não governamental e sem fins lucrativos, comprometida em oferecer oportunidades de aprendizagem intercultural por meio de programas de intercâmbio. “Foi através desta Ong que pude ir para Noruega estudar, e conheci muitos estudantes de todo o mundo”. Saindo do Brasil foram somente eu, um paulista e uma gaúcha. “Ao todo éramos em 145 intercambistas do mundo todo”, relembrou.

André Travassos vai para sua quarta língua, pois já é fluente em inglês, espanhol e norueguês e ressalta a importância de influências que teve antes de ir para a Noruega. “Devo muito ao professor Kay, que além de amigo da família foi meu professor, a amiga canadense Karen Syvertsen, que mora em Ariquemes, além do meu padrinho alemão de Vitória, ES, essa minha vontade de conhecer outras culturas se confirmou quando saí do Brasil”, contou.

De volta a Rondônia após um ano de intercâmbio, o estudante disse que a diretora da Aliança Russa vai este mês para a Rússia justamente para resolver sobre datas. “A data ainda não foi definida, mas sabemos pelo menos que será em abril. De abril a agosto do ano que vem, estarei estudando russo para que em Setembro estudar na Universidade Estatal de São Petersburgo, que fica em Belgorod, a cerca de 40 km da fronteira com a Ucrânia”, ressaltou.

A Rússia mudou e hoje apresenta um dos principais sistemas de educação da Europa, prova disso é que desde 2010, o diploma universitário russo passou a ser reconhecido em toda União Européia. A Rússia é referência em áreas como Medicina, Relações Internacionais, Engenharia de Petreóleo e Gás, Engenharia Espacial, Farmácia e Odontologia.

O curso de Medicina da Academia Médica de Sechenov, por exemplo, é considerado o segundo melhor do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Tem uma menina de Porto Velho indo estudar Medicina lá, como o curso é um dos mais procurados com um número maior de vagas, não é exigido o russo e sim o inglês”, explicou André.

Fonte: Diário da Amazônia

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