No AM, ex-endividados apontam cartão de crédito como vilão das contas

consumidoresConsumidores com dívidas fizeram Manaus liderar o índice de capital com maior inadimplência do Brasil no primeiro semestre deste ano. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (4) pela Serasa, 38,1% dos consumidores da cidade tinham contas em atraso no período. Para “sair do vermelho”, muitos amazonenses procuram sanar os débitos que se acumulam há anos. Controlar os gastos com cartão de crédito e só comprar produtos realmente necessários são dicas apontadas por ex-inadimplentes para ter equilíbrio financeiro.

A tentativa de pagar as contas atrasadas é uma das lutas diárias da dona de casa Sigrid de Amorim, de 43 anos. Segundo ela, um dos maiores problemas causados por múltiplas dívidas é deixar de pagar uma conta para pagar outra. “Isso é o conhecido ‘descobrir um santo pra cobrir outro’.

Você acha que está tentando solucionar algo, mas vai ter que enfrentar consequências acumuladas no futuro, com os juros da conta que você deixou de pagar”, afirmou.

Ela disse não enfrentar sérios problemas na hora de pagar as contas atualmente. De acordo com Sigrid, a situação mudou com autocontrole e administração dos recursos disponíveis. “Sou dona de casa e a nossa principal função é administrar tudo que temos, ou não iremos conseguir as coisas que precisamos no amanhã. A chave é não comprar o que não precisa”, disse.

O chamado “comprador compulsivo” se assemelha à assistente social Suzana Ramos da Costa, 38. Ao G1, ela contou, enquanto saía de uma loja de sapatos no Centro de Manaus, que já teve dívidas de até R$ 5 mil. O motivo? Cartões de crédito.”Não posso ter cartão. Sei que sou compulsiva na hora de comprar, então tenho que me controlar muito hoje em dia, porque já resolvi as dívidas e não quero voltar àquela situação”, disse.

Quem tem auxiliado Suzana é a mãe, Maria das Graças Ramos da Costa, de 66 anos. A aposentada relatou que gastar abaixo do que é possível é uma das chaves para ter uma vida econômica equilibrada. “Tenho cartões de crédito com limites muito bons, mas nunca gastei mais do que podia. É preciso fazer contas, dividir o dinheiro no início do mês. Um dos segredos na hora de querer comprar algo é perguntar a si mesmo se aquilo é necessário para você no momento”, disse.

Compras de roupas levaram o funcionário público Fabrício Araújo, de 39 anos, a acumular uma dívida de R$ 3 mil. Atualmente, com as contas equilibradas, ele diz que o parcelamento de compras pode ser uma armadilha para o consumidor. “Hoje em dia, eu evito ao máximo usar o cartão de crédito. O que faço, quando quero comprar algo de valor mais alto, é guardar dinheiro gradativamente até eu chegar ao preço. Só uso o cartão se for alguma urgência”, disse.

Fonte: G1

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