Falta de servidores administrativos em escola prejudica mais de 300 alunos em Guajará, RO

escolaMais de 300 alunos, do pré-escolar até o 5º ano do ensino fundamental, estão prejudicados sem o início do ano letivo na Escola Municipal Almirante Tamandaré. A escola de Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho, já teve o cronograma modificado duas vezes por falta de servidores do serviço administrativo. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a nova previsão é que as aulas só iniciem a partir do próximo dia 1º de março.

Entenda a situação

A previsão inicial da Semed é que as aulas iniciassem no dia 5 deste mês, mas devido ao problema da falta de servidores, a nova data foi estipulada para a última segunda-feira (19). Ainda sem funcionários no setor de administração escolar, o começo do ano letivo foi adiado mais uma vez e a situação revoltou os pais dos estudantes.

Atualmente, a instituição atende 317 estudantes em 14 turmas nos períodos da manhã e da tarde. Até o final de 2017, a escola tinha 28 servidores, sendo 12 professores e 16 do serviço administrativo, porém, o Estado não mais autorizou que os funcionários cedidos continuassem trabalhando na escola e os remanejou para outras instituições, a critério da Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

Ainda segundo a Semed, uma possível solução para o problema é a abertura de uma licitação para a contratação de uma empresa terceirizada que supriria as necessidades do setor, uma vez que não há servidores disponíveis para o quadro administrativo de imediato.

Posicionamento da Semed

Procurada pelo G1 nesta terça-feira (20), a atual secretária de educação do município, Tereza Crespo, justificou a situação declarando que a escola deixou de pertencer a esfera estadual em 2016 e passou para o quadro municipal através de um reordenamento, porém, com servidores administrativos cedidos pelo Governo.

Segundo Tereza, dez professores estão disponíveis no quadro atual, mas enquanto não houver servidores administrativos é impossível que as aulas iniciem porque as funções são imprescindíveis para o funcionamento, como supervisão, faxina e a merenda escolar.

“O atraso do ano letivo está acontecendo porque nós não temos a prorrogação do prazo de cooperação técnica em relação ao serviço administrativo. Já temos os professores, mas ainda não temos o pessoal administrativo para atender os alunos, esse é o real motivo do adiamento das aulas”, alegou a secretária.

Reclamação dos pais de alunos

G1 conversou com alguns pais para saber como eles receberam a notícia do novo adiamento das aulas e o que pensam a respeito do assunto. Em tom de revolta e desabafo, os moradores que matricularam os filhos na escola dizem se sentir lesados e desrespeitados, além de sentirem uma falta de atenção das autoridades sobre o caso.

Um dos pais que aceitou falar com a equipe de reportagem foi Marilúcio Pinto. Segundo ele, a vontade é de transferir o filho de escola, já que o garoto está sendo prejudicado sem o início das aulas.

“Já é a segunda vez que venho trazer o meu filho e simplesmente escuto um não da escola e ainda por cima não dão nenhuma satisfação para a gente. Eu e outros pais chegamos aqui e nos deparamos com essa situação e ninguém fala nada, ninguém sabe de nada. Me arrependi de matricular meu filho aqui”, diz o autônomo.

Fonte: G1

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