Governo reunirá setor produtivo para conhecer onde serão investidos R$ 50 milhões

setorO governo de Rondônia tem R$ 50 milhões disponíveis para investimentos no setor produtivo, ao longo deste ano. E para saber onde os empreendedores rurais desejam aplicar esses recursos, será realizado um seminário, no próximo dia 12, em Ouro Preto do Oeste, destinado aos membros de cooperativas e associações rurais.

Conforme o secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, George Braga, todo o setor produtivo será contemplado com os recursos, desde os que trabalham com a agricultura familiar até os maiores produtores.

O seminário Incentivo ao Setor Produtivo de Rondônia é um projeto sugerido pelo governador Confúcio Moura, que quer incentivar a produção visando principalmente o retorno para o estado, através do emprego da mão de obra e impostos. A fonte dos recursos é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Pidise, o Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica.

Entre os assuntos em destaque, estão a comercialização de peixes, proposta da política do cacau, agricultura familiar, calcário, Cadastro de Ambiental Rural (CAR) e licenciamento ambiental.

“O levantamento para execução do projeto teve início no final do ano passado e ao visitar produtores de todo o estado os técnicos perceberam boa receptividade no campo”, relatou o economista, Natan Oliveira, um dos coordenadores do seminário.

Segundo ele, a próxima etapa, que é a reunião dos produtores, é uma das fases mais importantes porque são eles que irão apontar as necessidades do setor e dizer onde os R$ 50 milhões terão melhor aproveitamento. “No campo fizemos cerca de 100 entrevistas e o que se percebe é que os produtores clamam por melhor logística, como por exemplo, centros de distribuição, tipo o Ceasa”, explicou.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária, Evandro Padovani, Rondônia tem se destacado no cenário econômico nacional devido aos investimentos realizados nas cadeias produtivas do agronegócio, agricultura familiar, pecuária, piscicultura e mineração. Ele entende que esse encontro de Ouro Preto do Oeste será um momento para ouvir os protagonistas, que alavancam o crescimento do estado; e de mediar os interesses de cada segmento.

PRESSA

Concluído o seminário, que tem programados a apresentação e depoimentos de alguns empreendedores bem sucedidos, os dados e informações serão tabulados, enquanto os técnicos das Secretarias de Planejamento, de Agricultura e Emater irão elaborar o projeto final para execução, com início previsto até o começo do segundo semestre deste ano. George Braga lembra que há pressa na execução, uma vez que os R$ 50 milhões deverão ser utilizados até o dia 31 de dezembro.

Para o coordenador de Agropecuária da Seagri, Júlio César Peres, é importante que tais recursos sejam direcionados para onde é necessário, porque há uma série de outras ações a ser realizadas dentro de cada sugestão acatada. Ele exemplificou as metas observadas pelo governador Confúcio Moura, na última reunião dos gestores estaduais, que são: para o fornecimento do calcário, as prefeituras precisam se envolver na distribuição do mineral aos produtores rurais da agricultura familiar; na recuperação de pastagens e áreas degradas é preciso o envolvimento da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam); o aumento da produtiva requer a ampliação do suporte tecnológico no campo e maior envolvimento do (pequeno) produtor de leite, com a ordenha pela manhã e à tarde; e na cultura cafeeira e cacaueira é necessário o manejo adequado do plantio.

“Cada segmento tem sua demanda, que será apresentada na reunião, e cujo atendimento seguirá as diretrizes elaboradas pelo projeto final”, ressaltou.

Conforme a programação do seminário, muitos parceiros deverão acompanhar de perto as discussões, entre eles a Universidade Federal de Rondônia (Unir), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Sedam, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Povo, Câmara Setorial do Café, Companhia de Mineração de Rondônia, além da Sepog, Seagri e Emater.

Fonte: Decom

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