Grávidas aguardam atendimento no chão da maternidade em Rio Branco

gravidaGrávidas utilizaram o chão do corredor da Maternidade e Clínica de Mulher Bárbara Heliodora para sentar e aguardar atendimento. A cena foi flagrada na segunda-feira (11) pela estudante Alanna Almeida, que aos 19 anos está grávida de nove meses e foi ao local para passar por uma consulta médica.

“Eles chamaram as grávidas para esperarem perto do local onde serão atendidas, mas não tinha onde sentar. Elas ficaram cansadas de esperar e sentaram no chão. Não tinham cadeiras sobrando. Sempre que eu vou na maternidade é a mesma coisa, muita grávida e pouco local para sentar”, reclama.

Alanna conta que esperou por duas horas para ser atendida pelo médico. “Toda vez são duas horas de espera, um calor infernal porque só tem um ventilador, e muito cansaço. Para quem está com nove meses, esperar todo esse tempo é muito ruim”, critica.

A jornalista Rayssa Natani acompanhou a irmã Alanna durante a consulta e conta que a situação estava precária. “Todo mundo que estava acompanhando levantou das cadeiras para que as grávidas pudessem sentar, mas mesmo assim não tinha lugar para todos. Teve uma mulher que passou mal e não tinha uma cadeira de rodas”, afirma.

Ela reclama também da falta de medicamentos na maternidade. “Está faltando dipirona, anti-inflamatório injetável e antibiótico para profilaxia. Se for no local e pedir por esses remédios, simplesmente não tem”, diz.

Saúde

A gerente-geral da Maternidade e Hospital da Criança do Acre, Lorena Seguel esclarece que o corredor, onde foi tirada a foto, possuía cadeiras, mas que foram retiradas para facilitar a locomoção de macas com pacientes que necessitam de atendimento que funcionam em salas no fim deste corredor. Porém, ela destaca que pela foto não é possível identificar se são realmente mulheres grávidas sentadas no chão.

“No atendimento não temos somente grávidas, mas também pacientes com outros problemas ginecológicos. Lá não é o local de espera, existe uma sala com cadeiras para isso. Tiramos os bancos dali porque quando chegava paciente na maca, ficava difícil se locomover naquele local”, explica.

De acordo com direção, foi apurado entre os plantonistas que até às 15h da segunda-feira (10), dia em que a foto foi tirada, o atendimento estava tranquilo. Lorena acredita que o acúmulo de grávidas para fazer a ultrassom, que funciona em horário específico, pode ter ocasionado a cena.

“A paciente quando vai leva um ou dois acompanhantes, então é uma grande quantidade de pessoas na unidade, sendo que apenas uma é atendida. Nisso, pode acontecer que os acompanhantes sentem na cadeira”.

A diretora garante que além das cadeiras que já possuem no local, devem ser adquiridos novos assentos para qualificar o atendimento a essas gestantes.

Sobre os medicamentos, ela nega a falta deles, mas cita que em um período houve uma redução. “Não está faltando, quando isso acontece me comunicam.

Todos os dias chegam novos medicamentos. O que temos é uma redução, teve um período em que as empresas também estavam demorando a entregar, mas quando isso acontece pegamos emprestados de outras unidades. Além de termos uma tabela de substituição, ou seja, um remédio que falta pode ser substituído por outro”, destaca.

Na segunda-feira (10), de acordo com a direção, foram 99 pacientes atendidas e destas 23 foram internadas por dores na área pélvica, sangramento, suspeita de gravidez e também gestantes com alguns sintomas atípicos.

Fonte: G1

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