Guajará-Mirim receberá R$ 23 milhões para recuperar áreas atingidas pela cheia

cheiaA Defesa Civil Nacional disponibilizará R$ 23 milhões para a recuperação e reconstrução de casas, órgãos públicos e ruas das áreas urbana e rural de Guajará-Mirim (RO), município a 330 quilômetros de Porto Velho. A cidade foi atingida pela cheia dos rios Madeira e Mamoré no início de 2014 e técnicos avaliaram, na última quarta-feira (24), a situação dos locais que foram tomados pelas águas na enchente. Os estudos das visitas serão concluídos em 15 dias e, só então, os recursos poderão ser liberados.

Segundo o Conselho Municipal de Defesa Civil (Comdec), quando repassadas, as verbas serão utilizadas para erguer num muro de contenção no cemitério da cidade, consertar pontes, refazer o trecho de avenidas como a Beira Rio e a Princesa Isabel, que tiveram o asfalto destruído pela cheia, e construir 600 casas. Desse total, 450 imóveis serão em área urbana e 150 na zona rural. Também está prevista a reconstrução de uma escola e do posto de saúde do distrito de Surpresa, a 250 quilômetros de Guajará-Mirim. As águas dos rios inundaram as unidades, que agora serão erguidas em pontos mais altos do distrito, de acordo com o Comdec.

Durante a visita dos técnicos da Defesa Civil, em parceria com agentes do Corpo de Bombeiros, moradores dos bairros Triângulo, São José, Centro e Cristo Rei receberam a notificação de que as casas estão condenadas ou apresentam alto risco para moradia, devido aos estragos.

Com a notícia da construção de novas residências, alguns proprietários aceitaram deixar os imóveis, mas outros resistem em sair. É o caso de Francisco Joaquim Filho, que, apesar de estar com a casa, no bairro Triângulo, praticamente destruída pela água, não pensa em se mudar. “Não pretendo sair daqui. Se vier outra cheia, eu pego um barco e fico morando aqui em cima”, conta o aposentado.

Já o vigilante Carlos Mercado reconhece a necessidade de sair das casas condenadas. “Tenho medo de outra enchente, já fui muito prejudicado nesta cheia, mas tem que interditar essa área, senão outras pessoas se mudarão pra cá”, diz o vigilante, que morra no bairro Triângulo desde 1991 e agora aguarda a definição sobre as novas casas e o destino que terá que seguir.

Conforme explicou o coordenador do Comdec, Marcelo Alves, os 450 imóveis da área urbana serão construídos em um terreno a ser cedido pela prefeitura de Guajará-Mirim. O Executivo municipal está estudando os possíveis locais para o início das obras, ainda sem prazo definido.

Fonte: G1

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