Incêndio em reserva biológica do AP é causado pela pecuária, diz Ibama

lago_piratubaO superintendente do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) no Amapá, César Guimarães, afirmou nesta terça-feira (16) que os incêndios que ocorrem todos os anos na reserva biológica do Lago Piratuba, região Leste do estado, está relacionada com a atividade pecuarista desenvolvida na região nos últimos 26 anos. Segundo ele, a criação de gado bovino e bubalino provocou a seca de lagos que haviam na reserva.

“O problema iniciou em 1988 no aumento das áreas de pastagens do rebanho. Esses lagos tinham profundidade de até dois metros no período seco. Os pecuaristas fizeram a abertura de uma vala na região do Igarapé do Tabaco que foi praticamente toda drenada. Hoje essa área tem uma grande quantidade de turfa [processo de fermentação da matéria orgânica que entra em combustão naturalmente] e sempre será um problema recorrente. Enquanto a reserva não voltar a inundar e não tiver a quantidade de água que ela tinha os incêndios vão permanecer”, alertou.

O incêndio que atinge a área em 2014 destruiu mais de 3 mil hectares e mobilizou mais de 60 brigadistas do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) para conter o avanço das chamas.

De acordo com o superintendente do Ibama, os brigadistas deveriam deixar o local a partir da segunda quinzena de dezembro, mas devido ao aumento dos focos de queimadas, o combate ao incêndio voltará a ser intensificado.

“Até a semana passada nós tinhamos mais 1,5 mil metros de trincheiras para serem abertos para que o fogo estivesse em uma área que possibilitasse o monitoramento, mas devido ao tempo seco, houve o rompimento dessas trincheiras e o que estava praticamente monitorado tem que ser reiniciado. Esse fogo subterrâneo só será combatido se tiver chuvas torrenciais na região”, ressaltou.

Em razão do aumento dos focos, o instituto vai pedir reforço de brigadistas do Rio de Janeiro, Rondônia e do Distrito Federal que deverão chegar à área em um prazo de até 10 dias.

“Vamos pedir apoio da Força Aérea Brasileira para deslocar essas brigadas para o local. Queremos que essa ajuda chegue no menor tempo possível”, concluiu o superintendente.

Fonte: G1

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