Intenção de consumo volta a cair

ConsumoA Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Porto Velho, no mês de março, depois dos dois primeiros meses do ano crescendo, volta a cair, de vez que dos 86,4 pontos em fevereiro, agora, passou, a 84,4 pontos, ou seja, uma queda de -2,3% na comparação com o mês anterior, mas, de menos 23,1% em relação a março de 2015.

A tendência acompanhou o movimento da média nacional de intenção de consumo que registrou uma queda de 1,6% em março, na comparação com fevereiro, ficando em 77,5 pontos, o implica em que, ainda que mais baixa, mesmo assim a intenção de consumo de Porto Velho é 8,9% maior do que a nacional, mas, ainda permanecendo numa escala de 0 a 200 – abaixo do nível de indiferença.

A pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO), em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio-CNC, apontou também que dos sete itens pesquisados apenas um, a Perspectiva Profissional, não teve uma variação negativa.

Já o item Perspectiva de Consumo, justamente o que se direciona para a melhoria futura, teve a maior queda de -8,6% e continua se mantendo abaixo dos 100 pontos, ou seja, possui um desempenho negativo.

Segundo o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, Raniery Araújo Coelho, “os indicadores representam o momento difícil que atravessamos com as incertezas e a falta de estabilidade do panorama político e econômico. A constatação continua a ser a de que a recuperação da economia depende de desatar os nós que paralisam o governo e o processo político”.

Segundo análise do Departamento Econômico da Fecomércio/RO os subíndices que apresentaram pior desempenho negativo são, justamente, aqueles que projetam o consumo futuro como é o caso das Perspectivas de Consumo, do próprio Nível de Consumo Atual e o Acesso ao Crédito.

E, para tornar a situação mais difícil, são estes indicadores mais o Momento para Duráveis que permanecem em um nível abaixo de 100 pontos, ou seja, indicam insatisfação com a situação atual. Em suma, é improvável que, nos próximos meses, a situação melhore sem mudanças significativas na situação de incerteza política em que o País se encontra.

Fonte: Assessoria

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