Israel aguarda sinal verde para iniciar a vacinação

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou, na noite desta quarta-feira, que Israel deve começar a vacinar a população contra o coronavírus a partir de 27 de dezembro. O anúncio ocorreu um dia depois que o diretor-geral do Ministério da Saúde, Chezy Levy, informou às Kupot Cholim do país que elas deveriam se preparar para o início das vacinações em 20 de dezembro. Embora Netanyahu e o ministro da Saúde, Yuli Edelstein tenham dito que os detalhes do programa de vacinação virão em breve, eles adiantam que cerca de 60 mil pessoas serão vacinadas por dia.

Após ser vacinada a pessoa receberá um passaporte verde e poderá circular livremente. “Quanto mais pessoas forem vacinadas, mais a economia poderá se abrir”, disse Edelstein. O ministro da saúde anunciou ainda, que daqui para frente, quem estivar de quarentena e fizer dois exames que testarem negativo para o coronavírus poderá sair do isolamento em 10 dias.

O governo deve se reunir nesta quinta-feira para discutir as restrições ao feriado de chanucá. “Podemos precisar apertar algumas das restrições nos próximos dias”, disse Netanyahu ontem à noite. Várias pesquisas realizadas antes da chegada das vacinas mostraram que apenas cerca de 50% dos israelenses estarão dispostos a ser vacinados com as primeiras doses.

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Geocartografia e divulgada na quarta-feira revelou que 35% dos israelenses preferem ser vacinados com uma vacina israelense – presumindo que seja aprovada em breve. Cerca de 20% dos israelenses preferem ser vacinados com uma vacina desenvolvida no exterior.

O Ministério da Saúde ainda não divulgou a lista final de quem será priorizado para receber a vacina, mas entende-se que as equipes médicas, os idosos e as pessoas com maior risco de desenvolver um caso grave de COVID-19 estarão no topo.

Nos últimos dias, os hospitais têm pesquisado seus funcionários para saber se eles concordam em ser vacinados. “Nós, médicos, estamos na vanguarda da luta contra o coronavírus e, portanto, seremos os primeiros a ser vacinados e serviremos de exemplo pessoal para todo o público”, disse o Prof. Zion Hagay, presidente da Associação Médica Israelense. No entanto, ele enfatizou que ninguém deve ser vacinado até que as vacinas recebam a aprovação da US Food and Drug Administration.

A FDA montou uma equipe especial para revisar, nesta quinta-feira, os dados relatados pelos desenvolvedores de vacinas que mostram que as vacinas são seguras com poucos efeitos colaterais. “As análises de nossa equipe serão publicadas nos próximos dias para o público em geral e incluirão dados sobre eficácia e segurança”, disse o responsável pela equipe da FDA. “Embora vejamos a luz no fim do túnel e todos estejamos certamente felizes com isso, é muito importante que cumpramos todas as regras”.

Fonte: Revista Bras-il.

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