Ji-Paraná: Mais de mil pecuaristas comprovam vacinação

vacinaEncerra no próximo dia 15 de novembro a Campanha de Vacinação contra a febre aftosa, em todo Estado com objetivo de garantir a sanidade do rebanho estimado em 12,2 milhões cabeças de bovinos e bubalinos. Em Ji-Paraná os produtores estão cumprindo o dever de casa, atentos ao calendário de vacinação com prazo limite até o dia 21 para entregar a declaração de vacinação do rebanho. Não haverá mudanças no cronograma, segundo a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron).

Produtores e pecuaristas que não cumpriram o dever de casa estão sujeitos as multas de R$ 132,62 por animal não vacinado, com valor igual aplicado a quem não declarar. Na agência de Ji-Paraná, a movimentação foi intensa.

“A vacinação é um compromisso de todos os produtores, não podemos vacilar, temos que vacinar. Só assim vamos evitar prejuízos econômicos. Baixar a guarda nessa altura do campeonato, é querer resgatar um passado de prejuízos e perdas na nossa produção”, alertou Gilmar da Silva , produtor.

A campanha desse ano pretende vacinar, em Ji-Paraná rebanho estimado em mais de 400 reses. O produtor rural Antônio Carlos, que sempre participou das campanhas, reconhece a importância de garantir a sanidade do rebanho. “É nossa obrigação vacinar o rebanho. Não podemos permitir que uma ameaça como a aftosa, de efeito tão devastador venha comprometer nossa economia inviabilizando a comercialização da carne e leite, em Rondônia”, advertiu.

Ji-Paraná que tinha o quinto maior rebanho do Estado perdeu posição no ranking rondoniense, hoje é o sexto com 424 mil bovinos espalhados em três mil propriedades rurais. “Se queremos uma economia forte e crescente, temos que trabalhar com a mesma consciência, cada um fazer sua parte, e todos lutarem contra a febre aftosa. Se queremos viver bem, melhorando a vida no campo, cabe a nós adotarmos todos os cuidados necessários com o rebanho”, disse Vanderley Torres, produtor.

A agência Idaron sempre aproveita as campanhas para fazer a recontagem do rebanho, pois acreditam que animais morreram por conta da cheia no Estado. “Um rebanho vacinado traz uma segurança muito grande para nós produtores. Devemos sempre estar atentos ao calendário de vacinação”, disse Anísio Xavier, produtor rural.

Ação reforçada para manter status de 11 anos

A equipe da agência de Ji-Paraná está otimista com resultados da edição 2014, o que reforça as ações, em Rondônia, que conquistou em 2003 o status de área livre de febre aftosa com vacinação junto a Organização Internacional de Epizootias, desde então ampliou as ações de combate à febre aftosa.

O produtor Áureo Teodoro da linha 206, sempre participa das campanhas de vacinação, garantindo a proteção de todo seu rebanho estimado em 271 cabeças de gado, é qualidade vida para família e dinheiro no bolso.

“A vacinação é responsabilidade de todos nós. Só um insano não vacina seu gado. Essa é uma consciência que devemos ter sempre, independente de campanha, na verdade ela é só para nos lembrar de nossa responsabilidade”, explicou Áureo.

Hoje Porto Velho lidera com rebanho acima 707 mil, Jaru tem 507 mil, Nova Mamoré 471 mil, Buritis 440 mil, São Francisco 428 mil e Ji-Paraná com 424 mil. O Estado exporta para mais de 30 países e caminha para atender mais um mercado, o do Continente Europeu.

Fonte: Diário da Amazônia

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