Justiça decreta sigilo no processo do caso do acusado de atacar médico com soda cáustica em RO

A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho decidiu decretar sigilo no processo que apura o ataque ao médico infectologista Gladson Siqueira, de 49 anos, com soda cáustica no estacionamento do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em Porto Velho. A decisão foi tomada durante audiência de instrução do caso, realizada na manhã desta segunda-feira (20).

O motivo do juiz de decretar sigilo foi para preservar a intimidade dos envolvidos, sendo que as investigações apontam que o crime foi movido por motivos passionais. Uma nova audiência já está marcada, mas a data não foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

Acusado de homicídio triplamente qualificado, o agente penitenciário Oziel Araújo Fernandes, de 41 anos, segue preso preventivamente em uma unidade prisional da capital.

O inquérito da Polícia Civil foi finalizado no dia 18 de março e concluiu que o agente era suspeito de tentar matar Gladson de forma premeditada.

apuração policial também apontou que não houve a intenção por parte do suspeito de se apresentar à delegacia. Conforme a polícia, a mulher de Oziel sugeriu que ambos fugissem. Ela, no entanto, acabou interceptada por policiais no trajeto e foi ouvida pela polícia horas depois do ataque contra Gladson.

A polícia concluiu ainda que Gladson não estava assediando a mulher do agente, o que diverge com o que ele declarou que seria a motivação do crime.

Entenda o caso

Na manhã do dia 6 de março, Gladson Siqueira foi atacado com soda cáustica dissolvida em água, no estacionamento do Cemetron. Ele chegava para o plantão no momento do ataque.

Segundo a perícia técnica, houve troca de tiros no local. Oziel chegou a ficar ferido no ombro direito. Conforme uma testemunha, o agente penitenciário chegou em uma moto, parou ao lado do carro do médico, iniciou uma conversa e jogou a soda cáustica na vítima.

O médico, então, reagiu com sua arma de fogo e Oziel revidou, dando início a uma troca de tiros. Testemunhas relatam que ouviram de cinco a seis disparos. A polícia informou que Gladson é militar da reserva do Exército. O médico foi encaminhado ao Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro com queimaduras no rosto.

No período da tarde do mesmo dia, Oziel se apresentou na Delegacia de Homicídios da cidade e confessou o crime. Porém, antes de ser preso, foi levado a um hospital particular da cidade para exames por conta do tiro que levou no ombro direito.

A mulher de Oziel também foi ouvida na delegacia e disse que não sabia que o marido iria cometer o crime. A motocicleta utilizada pelo suspeito na hora do crime foi apreendida, assim como o telefone celular da esposa dele, materiais médicos, toalhas e malas com medicamentos.

No dia seguinte ao ataque contra Gladson, estudantes de uma faculdade particular fizeram uma homenagem ao médico, onde ele leciona como professor de medicina. Eles se reuniram na área externa da faculdade e oraram pela vítima.

Nas redes sociais, a faculdade publicou uma nota de repúdio contra o atentado sofrido pelo professor. A instituição diz se solidarizar com a família e amigos do médico e reforça seu compromisso com a luta contra todo e qualquer tipo de violência.

Internautas comentaram lamentando a agressão, se solidarizando com a família da vítima e desejando melhoras ao médico.

Fonte: G1

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