Madeira oscila 16 cm em três dias e marca 16,94 m nesta segunda, em RO

madeiraO Rio Madeira registrou 16,94 metros nesta segunda-feira (16), segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). No domingo (15), o nível estava em 16,98 metros. No sábado (14), a cota chegou à marca máxima já registrada este ano, 17,04 metros, sendo que no dia anterior, sexta-feira (13), as águas estavam em 16,88 metros. A variação de 16 centímetros em apenas três dias está dentro do comportamento normal do rio, conforme a CPRM. A previsão da companhia é de que o nível siga oscilando, mas em permanente subida até o início de abril.

A média histórica para 16 de março é 14,99 metros e, na mesma data em 2014, ano em que ocorreu a cheia histórica, o Madeira registrava 19,12 metros. Como o rio tem se mantido cerca de dois metros abaixo dos níveis registrados no ano passado, segundo a CPRM, em 2015 a probabilidade de uma enchente igual ou em maior proporção é remota. A marca máxima registrada no ano passado foi de 19,74 metros.

Ainda assim, a companhia espera que o rio volte a subir de forma gradativa e constante a partir dos próximos 10 dias e se mantenha acima dos 17 metros até o início de abril, quando acaba o período de chuvas na região amazônica. “Provavelmente, acontecerão chuvas nas cabeceiras dos rios Beni e Mamoré esta semana e isso terá reflexos no Madeira em cerca de 10 dias”, explica Franco Buffon, engenheiro hidrólogo da CPRM.

Atingidos

Devido à subida do Rio Madeira desde janeiro deste ano, até agora, 170 famílias da região central de Porto Velho já tiveram que deixar as casas e ir para a residência de parentes. Os bairros Triângulo, Balsa, São Sebastião, Baixa União, Belmont e Milagres estão parcialmente alagados. Outros pontos do Centro da capital também estão sendo inundados pela água do Madeira.

Nas demais localidades da região do Baixo Madeira, do outro lado do rio, 125 famílias estão desabrigadas e foram alocadas em um abrigo provisório montado com barracas, onde estão recebendo água potável e cestas básicas.

Existem também 140 famílias que vivem no Beco do Birro e do Baixo União, no bairro Nacional, que correm o risco de ficar desabrigadas e seriam levadas para um abrigo montado na Escola Municipal Ermelindo M. Brasil, localizada em um conjunto habitacional após a ponte da BR-319. Mas os moradores desistiram de deixar os imóveis com a esperança de que o nível da água reduza.

Segundo a Secretaria Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil (Sempedec), cerca de 20 mil pessoas podem ficar desabrigadas com a cheia do Rio Madeira, em Porto Velho, este ano. Isso porque, existem aproximadamente 4 mil famílias vivendo em áreas de risco nas regiões central e rural da capital.

Cheia histórica

A marca histórica do Rio Madeira até o momento é de 19,74 metros, registrada em 2014. A cheia do ano passado atingiu principalmente os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Cerca de 97 mil pessoas foram afetadas pela enchente, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões, e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.

Fonte: G1

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