‘Manobra de Kristeller’ não deve ser usada nas maternidades de Rondônia, recomenda MPF

hospitalAtendendo à recomendação feita no início deste ano pelo Ministério Público Federal (MPF/RO) e Ministério Público Estadual (MP-RO), a Maternidade Mãe Esperança em Porto Velho, e o Governo Estadual se comprometeram em não utilizar mais a ‘Manobra de Kristeller’, que é a pressão feita sobre a barriga da mãe para forçar a saída do bebê nos partos realizados em unidades públicas de saúde em Rondônia.

O compromisso em não utilizar a técnica foi assumido pelas Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e pela Secretaria de Atenção à Saúde – Coordenação Geral de Saúde das Mulheres, do Ministério da Saúde.

A Manobra de Kristeller, de acordo com o MPF-RO, é considerada inadequada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde porque, segundo as instituições, causa traumas nas mães e oferece riscos aos recém-nascidos.

Em Porto Velho, o MPF investiga um caso de uso da Manobra de Kristeller na Maternidade Mãe Esperança. O órgão informou que tomou conhecimento do caso por meio da denúncia de uma mulher que teve parto na véspera do Natal de 2015. O MPF-RO não informou se, no caso investigado, houve danos a saúde da mãe ou da criança.

Segundo nota do MPF-RO, a diretoria da Maternidade Mãe Esperança diz que a equipe médica daquela unidade de saúde tem conhecimento de humanização do parto e de boas práticas obstétricas. A diretoria também teria assegurado que vai afixar banners para alertar que a Manobra de Kristeller não deve ser realizada e que o parto humanizado é reconhecido como direito das gestantes.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) teria informado que em novembro de 2016 passou a incluir em sua estatística vários dados relevantes sobre os partos realizados, inclusive informação se houve a utilização da Manobra de Kristeller.

Já a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), de acordo com o MPF-RO, informou que vai divulgar a recomendação do Ministério Público às regionais de Saúde e a todos os municípios que realizam partos em Rondônia. O Ministério da Saúde também informou que vai acatar a recomendação.

Caso haja descumprimento da recomendação, o caso pode ser comunicado pela própria população ao MPF-RO ou ao MP-RO. A comunicação ao MPF pode ser feita por celular, através do aplicativo ‘SAC MPF’, pela internet ou nas salas de atendimento ao cidadão em Porto Velho (Rua José Camacho, 3307, Embratel), Ji-Paraná (Rua Presidente Vargas, 925 – esquina com a Av. Marechal Rondon – 1º andar, Centro) e Vilhena (Avenida Major Amarante, 4040, 3º andar [prédio da TV Color], Centro).

Ao MP-RO a denúncia pode ser feita através da internet ou pelo telefone: 0800 647 3700.

Fonte: G1

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