MEC estuda impedir de se formar aluno que tirar nota baixa no Enade

Ministro da Educação defende que ”a pessoa que faz a prova e acerta 10% das questões, não deveria se formar e receber o diploma”

Na coletiva de imprensa que apresentou os dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2018, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o governo estuda ações para punir os estudantes com nota baixa no exame. 

De acordo com Weintraub, o resultado ruim do aluno pode influenciar na avaliação dos cursos analisados pelo Enade. “Hoje, não temos como punir pessoas que acertam menos de 20% da prova. A vontade seria essa. A pessoa que faz a prova e acerta 10% das questões, não deveria se formar e receber o diploma”, afirmou.

O exame é obrigatório, mas não há nenhuma punição severa para o aluno que não fizer a prova. De acordo com o ministro, quem não realiza o exame, atrasa a colação de grau por cerca de 7 meses. Weintraub declarou que a pasta pensa em uma mudança no edital no futuro.

Uma das possibilidades é a divulgação dos alunos que acertaram acima de 60%. “Eu me preocupo com os dados, mas temos que avaliar a questão do incentivo para este aluno fazer o exame direito. O aluno pode chegar lá e fazer a prova como se não houvesse amanhã, não tem incentivo nenhum individual em fazer a prova. Não temos como mensurar adequadamente se aquela instituição teve um bom desempenho de fato”, avaliou.

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