Medicamentos são encontrados enterrados em terreno baldio de RO

remediosA Polícia Civil instaurou inquérito para investigar uma variedade de medicamentos encontrados enterrados em um terreno baldio, localizado na rua Minas Gerais, Setor Institucional, em Jaru (RO), a 290 quilômetros de Porto Velho. A Secretaria Municipal de Saúde do município (Semsau) informou que deve abrir uma sindicância interna para apurar a origem dos remédios, mas já antecipou que os medicamentos não pertencem à prefeitura.

De acordo com o delegado regional de Ariquemes, Renato Morari, a polícia recebeu uma denúncia sobre remédios que estariam enterrados no local, há cerca de um mês. A perícia foi até o terreno na segunda-feira (23) e encontrou os medicamentos. Com a ajuda de uma retroescavadeira, uma variedade de produtos foi retirada de uma vala de cerca de cinco metros de profundidade.

“Os peritos coletaram frascos de medicamentos, que serão analisados para identificar a procedência e responsabilizar os possíveis culpados deste ato criminoso”, explicou o delegado. Morari destacou que, além de crime ambiental, caso fique constado que os remédios eram de origem pública, será caracterizado crime contra a administração pública.

A secretária da Semsau, Emanuela Rodrigues, disse que a pasta deve instaurar uma investigação para apurar a origem dos remédios, mas garantiu que os materiais encontrados enterrados não pertencem ao município.

Já o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Francisco Hildemburg, disse desconhecer a existência dos medicamentos enterrados e assegurou que a pasta também abrirá uma sindicância para identificar a autoria do descarte incorreto dos remédios. Francsico disse que, ainda esta semana, a Semma, em parceria com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), deve retirar todo o material da vala.

Descarte correto de medicamentos

Conforme o gerente da Vigilância Sanitária de Ariquemes, Rodrigo Perez Pedroti, cada medicamento tem uma fórmula específica e, por isso, o descarte deve ser feito de acordo com cada material. Pedroti ressaltou que enterrar esses produtos é crime ambiental e pode ocasionar danos ao meio ambiente, animais e até mesmo a seres humanos. “Dependendo da composição do remédio, eles podem se tornar agentes com grandes níveis de riscos”, frisou.

Fonte: G1

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