Moradores de prédios condenados em RO serão retirados até sexta, diz PM

desocupaprediosA Polícia Militar (PM) informou que nessa sexta-feira (10) será cumprida a reintegração de posse dos apartamentos das obras inacabadas do programa Minha Casa, Minha Vida, no Bairro Floresta, em Porto Velho. De acordo com a PM, caso os ocupantes do local não saiam pacificamente, haverá o uso de força policial. Nesta quinta (9), está sendo feito um levantamento para saber quantas famílias ainda ocupam irregularmente os imóveis. Os moradores se recusam a deixar os prédios, que foram condenados pela Defesa Civil.

“A área vai ter que ser reintegrada, mas esperamos que a saída dos moradores seja pacifica, caso não seja, usaremos a força policial necessária”, afirmou o major Aurélio Verote Cerpa, que comanda as operações da PM no empreendimento imobiliário nessa quinta. Os policiais estarão presentes na sexta, para garantir a reintegração de posse dos imóveis.

Os moradores se recusam a sair dos apartamentos sem que a prefeitura estabeleça um local adequado para todos. Cerca de 100 ocupantes das obras inacabadas estão na frente da prefeitura de Porto Velho, desde as 8h, realizando um protesto contra a ordem de despejo. “Podem tirar a gente, mas têm que nos colocar em um lugar seguro. Se mandarem um caminhão lá, eu vou colocar as minhas coisas aqui na frente da prefeitura, porque eu não tenho lugar pra morar”, afirma Marcos Barbosa, um dos moradores dos edifícios.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, representantes da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habilitação (Semur) e da Secretaria de Assistência Social do Estado de Rondônia (Seas) estão reunidos no Palácio do Governo para tomarem uma decisão sobre o destino dos ocupantes dos edifícios. Primeiramente, a Semur informou que alguns moradores seriam inseridos em programas de habitação popular e, enquanto isso, a solução imediata seria levar os ocupantes dos edifícios para barracas do Abrigo Único, montadas no Parque dos Tanques para os atingidos pela cheia histórica do Rio Madeira.

A ordem de despejo foi emitida no último dia 18 de setembro, porque, segundo laudo da Defesa Civil, a estrutura dos prédios está comprometida, devido a alterações feitas na construção pelos moradores, como a abertura de portas e janelas. Mesmo com o perigo de desabamento, a maioria das 150 famílias que ocupam obras inacabadas ainda permanece no local.

Fonte: G1

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