Moradores reclamam de abandono do Ginásio Fidoca, em Porto Velho

ginasio-fidocaMoradores da rua Ester Sales, Zona Leste de Porto Velho, reclamam do abandono do Ginásio Fidoca, local que durante muitos anos teve grande utilidade para a comunidade, que sempre ficava na expectativa para assistir aos Jogos Escolares de Rondônia (Joer) no ginásio. A última reforma do ginásio foi em meados de 2012 e, segundo moradores, desde então foi abandonado. Ao G1, a Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer (Secel) informou que o local começou a ser limpo nesta semana, e aguarda licitação para ser reformado.

“Reformaram e abandonaram. Aí entrou outro governo, colocaram um portão e um guarda, mas não funciona. Nosso dinheiro está jogado fora”, diz João Eduardo, morador da área há 22 anos. Segundo Eduardo, o ginásio foi inaugurado para uso dos moradores, mas já foi abandonado duas vezes. Ele reclama que o local é cheio de mato e à noite é escuro, dando margem para assaltos.

A informação é confirmada pela moradora Jéssica Lima. “Minha mãe e minha irmã foram assaltadas em frente ao Fidoca. A iluminação tá péssima da rua e do local são péssimas, né?”, pontua.

O professor de educação física, Júlio de Lima de 27 anos é um dos moradores que já usou o ginásio quando criança. Júlio chegou no bairro aos 2 anos de idade, e conta que o Fidoca já existia e colecionava histórias de competições do Joer. O local era alugado para empresas ou grupos de amigos, mas também tinha o horário gratuito para a comunidade usar.

Segundio Júlio, mesmo com pessoas que frequentavam o local para fazer “mau uso'” era bom ter um local como opção de lazer para a comunidade. “Foi então que fizeram uma reforma mentirosa. Pintaram, diminuíram a quadra e o piso que ficou pior do que era. Na primeira chuva com vento forte que deu, o telhado foi embora”, lembra.

Júlio conta que viu telha do ginásio na rua, e não fizeram nenhuma troca. “Depois dessa reforma, foi só promessa. Teve boatos que o ginásio ia ser cedido para a igreja, associação de moradores, colégio Juscelino Kubistchek, mas tá abandonado”, diz.

Para o professor, mesmo que o local tenha vigia hoje em dia, não há como sanar os problemas. Ele conta que se o local fosse reformado, há pessoas na rua que poderiam fazer algum projeto pela rua. “Só na minha rua tem três professores de Educação Física que poderiam contribuir com alguma coisa”, finaliza.

Licitação para reforma

Segundo a Secel, o fidoca começou a ser limpo tanto dentro quanto fora nesta segunda-feira (19), e há um processo aberto para licitar uma empresa que possa reformar o local. Segundo a assessoria de comunicação, o recurso a ser utilizado é o mesmo que vai reformar o estádio Aluízio Ferreira, no centro de Porto Velho.

Quanto ao uso do ginásio, a Secel informa que após a reforma, o local será usado pela comunidade, mas haverá uma pessoa responsável no local para controlar o uso.

Fonte: G1

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