Moradores sofrem com transporte

onibus-pvho“Depois de duas horas de espera, ele apareceu”, comenta a cozinheira Edna Lúcia, moradora do bairro Nova Esperança, a respeito do transporte coletivo que circula pelo bairro. A reclamação da trabalhadora é compartilhada por quase todos os moradores da região, que esperam cerca de duas horas os coletivos durante os finais de semana e quase uma hora durante a semana. Segundo a dona de casa, Esmeralda Silva, o problema com o coletivo no bairro é antigo. “Eu moro nesse bairro há mais de 10 anos e sempre que preciso pegar um ônibus é uma demora sem fim. Se eu tiver um compromisso às 8h da manhã, preciso sair de casa com duas horas de antecedência”, menciona Esmeralda.

No último final de semana, a reportagem do Diário esteve no bairro, e acompanhou de perto a rotina de quem depende do único ônibus que circula no local. Depois de aguardar uma hora e quarenta e cinco minutos, com as moradoras, Edna Lúcia, Esmeralda Silva, Ana Clara e Fátima Santos foi possível constatar os problemas relatados. “No final de semana a situação fica pior, eles deixam apenas um ônibus circulando. Se você perder a hora dele, pode voltar em casa, cozinhar o feijão e voltar para a parada que você ainda espera um tempo até o próximo passar”, relata a auxiliar comercial Ana Clara.
Outro problema levantado pelas moradoras é a falta de pontos de ônibus e placas. “Aqui é no sol e na chuva. Se você fizer o percusso do ônibus, vai ver que só existem duas paradas cobertas, o restante é tudo no improviso. Além do mais, é impossível saber ao certo onde ele vai parar, não tem placa, não tem identificação, ficamos esperando na sorte”, alega Fátima.

 

Falta de respeito com os usuários

A auxiliar de serviços gerais, Maria Raimunda, conta que constantemente sofre com a falta de respeito por parte dos motoristas que realizam a rota no bairro. “Várias vezes, depois de esperar por muito tempo, os motoristas não pararam quando eu dei com a mão. Já pensou você depender de um ônibus e na hora que ele vem, passa direto. Eu saio de casa às 5h40 da manhã, para não correr o risco de chegar no meu trabalho atrasada. Na semana passada o motorista passou direto e só cheguei no trabalho depois de duas horas de espera, acho isso uma falta de respeito com os usuários”, diz Raimunda. A comerciante, Auricélia Rodrigues – que tem um mercadinho em frente ao ponto de ônibus, relata que acompanha de perto o sacrífico dos moradores que dependem do transporte público. “Como o sol bate forte no ponto de ônibus, as pessoas ficam aguardando aqui no estabelecimento. Sei o sofrimento de cada morador, cada história e cada experiência. É uma agonia só esperar esse ônibus que nunca passa e às vezes já vem lotado, sem qualquer conforto”, critica Rodrigues.

O estudante, Elton Souza, argumenta que por duas vezes, perdeu prova por causa da falta de comprometimento da empresa responsável pelo transporte coletivo da região. “Eu já sabia a hora que o ônibus passava, então como moro pertinho do ponto, já saía de casa na hora certa, só que por duas vezes quando cheguei lá, ele já tinha passado. Eles simplesmente mudaram o horário de circulação e não comunicaram a comunidade”, diz Souza. Até o fechamento dessa edição, a empresa Três Marias, responsável pelo transporte público de Porto Velho, não retornou ao contato para esclarecer as questões elencadas pelos moradores do bairro.

Fonte: Diário da Amazônia

 

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