Municípios de Roraima reduzem focos de mosquito Aedes aegypti

dengueUm novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) apontou que a cidade de Boa Vista saiu de alto risco de surto de dengue e febre Chikungunya para médio risco. Conforme o levantamento anterior, a capital encontrava-se com o índice de 8.8% de focos de mosquito transmissor das doenças.

Entre os municípios que conseguiram diminuir os índices está a cidade de Boa Vista, antes com 8,8%, hoje com 2,7% de focos de mosquito. Caracaraí, que notificou 7,9%, agora tem 0,6%. O município de São João da Baliza saiu de 7,5% para 3,5% e por fim, a cidade de Bonfim, fronteira com o País Vizinho Guiana, registrou no levantamento anterior 6,1% e agora possui um índice de 3,9%.

Ação de eliminação de focos de mosquito reduziu focos de Aedes aegypti na cidade de Boa Vista.

O Índice de Infestação Predial (IPP) é um percentual realizado entre quantidades de imóveis com criadouros e o número de residências pesquisadas. Os lugares com índices de infestação predial inferior a 0,9% são considerados baixos, risco médio é com o percentual de 1% a 3,9% e superior a 3,9% é considerado risco de surto de dengue e Chikungunya.

De acordo com o gerente do Núcleo de Febre Amarela, Dengue e Chikungunya, Joel Lima, o índice ainda vai sofrer reduções, pois o levantamento realizado ocorreu com dados antigos de algumas localidades. “Fizemos o levantamento para o Ministério da Saúde com dados antigos de depósitos, antes das ações ocorrerem”, contou.

Ação

Desde o dia oito de outubro de 2014, as Secretarias de Saúde e Gestão Ambiental, Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Exército e Defesa Civil realizam trabalhos com o intuito de eliminar os focos de mosquito Aedes aegypti das residências.

A Ação denominada ‘Força Tarefa’, com o objetivo de evitar uma epidemia de dengue e Chikungunya nos municípios roraimenses, segue até o dia 19 de novembro. Até o momento cerca de 170 profissionais visitam as residências para a retirada de focos de produção do Aedes Aegypti. Na cidade de Boa Vista entorno de 90 mil casas em 40 bairros foram visitadas. Os agentes eliminaram cerca de 70 mil depósitos de mosquito e realizaram a retirada de 80 mil criadouros.

Conforme o gerente, Joel Lima, após as ações de combate ao mosquito encerrarem na capital roraimense, as atividades serão transferidas para municípios de Roraima que ainda não se articularam para a realização do trabalho. “Após a ação terminar em Boa Vista vamos para municípios que ainda não tem a realização dos trabalhos”.

Lixo

O levantamento apontou que o maior número de depósitos de ovos de larvas do mosquito transmissor é encontrado no lixo doméstico e em recipientes que acumulam água. De acordo com os dados, pneus abandonados abrigavam 14,9% dos criadouros e o lixo acumulava 39,4% dos casos. A grande parte dos focos de mosquito está em quintais e terrenos abandonados.

Joel Lima afirma que a população precisa continuar atenta, pois o maior agente de controle do Aedes Aegypti é a sociedade. Segundo o gerente do Núcleo de Febre Amarela, Dengue e Chikungunya, o lixo domestico precisa ser retirado das residências. “Os mosquitos são encontrados em lixos que não deveriam estar nos quintais”.

Registros de Chikungunya em Roraima

Até o momento, em Roraima, foram registrados sete casos da febre Chikungunya. As quatro primeiras confirmações são de pessoas que viajaram à Venezuela, e as três últimas à Guiana Inglesa. Sendo assim, todas as sorologias são importadas, ou seja, contraídas fora do Estado. As autoridades locais de saúde alertam que o número pode sofrer alterações e aumentar, pois 20 pessoas estão em observação com suspeita de ter contraído a doença.

Chikungunya no Brasil

O Ministério da Saúde atualizou os dados do número de casos da Febre Chikungunya no Brasil. Até o dia 25 de outubro foram identificados 828 diagnósticos de infecção pelo vírus. Do total, 299 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 39 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países.

Doença

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 2004 o vírus foi identificado em 19 países, no entanto, começou a circular de forma mais intensa no final de 2013. No Brasil, o primeiro caso foi diagnosticado em 2010. A febre é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, mesmo transmissor da dengue. Os principais sintomas são febre alta, dores nas articulações e dor de cabeça.

Fonte: Portal Amazônia

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