Mutirão oferece serviços de saúde e sociais para mais de 100 venezuelanos em Porto Velho

Um mutirão promovido nesta terça-feira (29), em Porto Velho, pela Cáritas do Brasil, com apoio da Cáritas da Suíça – organização humanitária da Igreja Católica – e várias secretarias e instituições do Estado e do município, ofereceu diversos serviços nas áreas de saúde e social para mais de 100 imigrantes venezuelanos que estão na capital rondoniense em busca de moradia e emprego.

O projeto ‘Pana, Amigo’, na tradução literal, busca oferecer saúde, atendimento psicológico, emprego, moradia, alimento e educação a 102 venezuelanos, incluindo crianças, que foram encaminhados a Porto Velho como refugiados.

A professora Yara Alex Braga Deives, coordenadora do projeto Pana e diretora da Cáritas, diz que o projeto existe desde outubro de 2018 e é formado por uma equipe técnica que inclui um psicólogo, uma assistente social e uma educadora social e administrativa. “Desde outubro trabalhamos para começar a acolhida aos venezuelanos”, explicou.

Além do mutirão realizado nesta terça, o projeto trabalha com a comunicação convocando a comunidade para doação de itens que o projeto não cobre financeiramente. “Esse trabalho acontece em sete cidades do Brasil”, salientou.

“Hoje foi nosso primeiro mutirão de direitos, com exames clínicos, assistência médica, vacinação, construção de currículos e cadastro no Sine”, completou a professora.

De acordo com Yara Alex, a falta emprego é a principal dificuldade enfrentada pelos imigrantes no momento. “Para que haja a inclusão com o menor impacto, será promovido curso de português aos imigrantes. Já as crianças serão encaminhadas às escolas”.

Questionada sobre a permanência dos refugiados em Porto Velho, a professora informou que alguns imigrantes esperam só passar a crise para voltar à Venezuela. “Outros têm contatos em outros estados e devem seguir viagem em busca de novas oportunidades”, comentou.

A educação às crianças ainda não foi garantida, mas a coordenadora do Pana se diz otimista e acredita que esta não será uma barreira. “Eles chegaram a Porto Velho há apenas uma semana. Creio que a educação às crianças não será problema”, salientou. Segundo ela, um novo grupo de venezuelanos deve chegar à capital nos próximos meses.

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